CAPA
 ÍNDICE
 BASTIDORES
 ENTREVISTA
 URGENTE
 QUEM SOU EU?
 IMAGENS DA  SEMANA
 DIVERSÃO & ARTE
 MODA
 AGITO
 LUA DE MEL
 ACONTECEU
 TRIBUTO
 CELEBRIDADE
 TESTEMUNHAS DO  SÉCULO 
 EXCLUSIVAS
 CLICK 

 BUSCA

 ASSINE O BOLETIM
 EDIÇÕES ANTERIORES
 ASSINATURAS
 FALE CONOSCO
 EXPEDIENTE
 PUBLICIDADE

 

  DINHEIRO PLANETA ISTOÉ
 
 

Novela

Uga Uga
Estética jovem, diálogos palpitantes e divertidas caricaturas devem repetir sucesso de Lombardi

Neuza Sanches

Divulgação
Heinrich, como o índio Tatuapu: exibição do corpo escultural

Uga Uga (Rede Globo, segunda a sábado, 19hs) chegou em boa hora. Certamente não há brasileiro que tenha escapado ileso do mar de comemorações dos 500 anos do Descobrimento do País. Mas quando se vê na tevê que o autor Carlos Lombardi optou por um protagonista índio, o Tatuapu, interpretado por Cláudio Heinrich, de pele bronzeada, cabelos louros caídos sobre os ombros de um corpo escultural, a reação é de indignação. Afinal, não há pior momento do que este ano para tentar convencer os nacionalistas de plantão que a história não tem relação alguma com os acontecimentos gerados por Pedro Álvares Cabral.

Carlos Lombardi quer contar o drama de um garoto louro criado por uma tribo de índios perdida na floresta amazônica. Adriano, que adulto é Tatuapu, tinha três anos quando seus pais foram dizimados pelos selvagens e ele passou a ser criado pelo pajé (Roberto Bonfim). Mas seu avô verdadeiro, Nikos (Lima Duarte), passa seus dias à procura do neto perdido na floresta. Rico, ele quer que Adriano assuma seu lugar como único herdeiro da família. É claro que aí entram os vilões da história: o restante da família que não quer dividir um centavo.

A história é banal como boa parte dos folhetins. Mas pode se transformar em algo melhor, contada por Lombardi. O autor tem o dom de Midas. Conseguiu imortalizar, por exemplo, Babalu, encarnada por Letícia Spiller, e Raí, na pele de Marcelo Novaes, em Quatro por Quatro (1995). Nessa nova empreitada, o autor grifa o que faz de melhor: criar personagens caricatos, lançar novas gírias e modismos. Lombardi sabe abusar dos diálogos como no comentário da feirante Pierina Baldochi (Nair Belo) para uma cliente que verificava, no tato, se a fruta estava fresca: “Aparpô, comprô. Tenho um tio que fez minha prima se casar, só porque o cara tinha aparpado ela”. E vai além: dá ritmo frenético à novela no formato de um gibi, febre rara herdada pela geração virtual. Que ninguém duvide que tudo isso possa se repetir. Uga Uga tem todos os ingredientes. E um autor que detém o segredo da boa receita.

Em ritmo de aventura

Copyright 1996/2000 Editora Três

LEIA
TAMBÉM
 Cinema
Em qualquer outro lugar
Susan Sarandon
Agnes Browne
No olho da rua
Ninguém é Perfeito
Por uma Boa Briga
Bilheteria
 Livros
Mar sem fim
Odisséia
Magnus Mills: escritor, ex-motorista e futuro carteiro
Best-seller
 Música
Público
On the Loose
Community Music
Marcos Suzano
Hits
 Exposição
Arte Barroca
Bia Lessa
 Televisão
Uga uga
Marcas da Paixão
Dá-lhe novela
Fique de olho
No Ibope
 Internet
Sereia à vista
Joãosinho Trinta
Web vitrine