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Único do grupo com filho, Mike cuida do site do pai, o assaltante Ronald Biggs

André Durão
“Implicavam comigo porque era o menino do Balão Mágico e o filho do ladrão”

Aos 13 anos, Michael Biggs já tinha se apresentado para 70 mil pessoas. Mas a emoção mais forte que sentiu foi quando entrou sozinho num ônibus. O que seria normal para um garoto de sua idade, para Mike, que acabava de deixar a vida de popstar mirim, foi uma novidade. “Andávamos sempre com segurança”, conta Mike, que esteve no grupo dos 6 aos 12 anos. Hoje, aos 25 anos, ele se divide entre a produção do site sobre o pai, Ronald Biggs, o lendário inglês que participou do assalto ao trem pagador em Londres, os ensaios de sua banda, Gruviola, e os cuidados com a filha Ingrid, de dois meses, fruto do casamento de um ano e meio com a psicóloga Verônica de Carvalho. Com o dinheiro que ganhou no Balão Mágico, Mike viajou o mundo. “Não tive infância. Mas desfrutei de uma adolescência como poucos”, conta. Atravessou o Atlântico num veleiro, percorreu a Europa de mochila e ficava na porta dos bares de Nova Orleans, barrado pela idade, ouvindo jazz. De volta ao Brasil, aprimorou-se na música. “As mulheres ficavam com quem tocava violão”, diz. Hoje, também toca percussão e pistom. Da época do Balão, tem saudade das viagens, tanto que não hesitou em ser carregador de instrumentos do grupo Forróçacana, há dois anos. “Fui o único holder que vendeu 10 milhões de discos”, brinca. Do programa, Mike é nostálgico: “Foi a última atração inocente para crianças”. Só não gostava das brigas na escola. “Implicavam porque era o menino do Balão e o filho do ladrão.” Aí era confusão na certa.

 


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