CAPA
 ÍNDICE
 BASTIDORES
 ENTREVISTA
 URGENTE
 QUEM SOU EU?
 IMAGENS DA  SEMANA
 DIVERSÃO & ARTE
 MODA
 AGITO
 LUA DE MEL
 ACONTECEU
 TRIBUTO
 CELEBRIDADE
 TESTEMUNHAS DO  SÉCULO 
 EXCLUSIVAS

 BUSCA

 ASSINE O BOLETIM
 EDIÇÕES ANTERIORES
 ASSINATURAS
 FALE CONOSCO
 EXPEDIENTE
 PUBLICIDADE

 

  DINHEIRO ISTOÉ
 

 

Nelson Piquet volta às pistas de corrida
O tricampeão de Fórmula 1 vai de helicóptero para o escritório, passa temporadas no Caribe e será parceiro de equipe do filho Nelsinho na F-3, em 2002

Cláudia Carneiro

Felipe Barra
“Quero repassar minha experiência”, diz Piquet, com o filho Nelson, em Brasília.

Quando o tricampeão mundial se despediu da carreira de piloto de Fórmula 1, em 1991, não imaginou que quase uma década mais tarde voltaria às pistas, por motivo ímpar. Aos 47 anos e milhões de dólares mais rico, Nelson Piquet voltará a ser foco das câmeras de televisão em 2002, no Campeonato Sul Americano de Fórmula 3, ao lado do filho Nelson Ângelo Piquet, hoje com 14 anos. “Quero repassar a ele um pouco da experiência que conquistei em mais de 20 anos de pistas”, anuncia o pai coruja, que vai bancar a montagem de uma equipe para correr – e disputar – com o filho. Nelsinho corre desde os 8 anos, é três vezes campeão brasileiro de kart e em 1999 ganhou 27 das 33 corridas que disputou. O talento do filho nas pistas só reavivou o fanatismo do pai pelo automobilismo. “Ainda faltam dois anos”, diz. “Mas já estamos nos preparando.”

Enquanto a necessidade de vestir o macacão, luvas e capacete não chega, Piquet aproveita para ampliar seus investimentos como empresário. O ex-piloto é hoje dono de três empresas. Na Autotrac, seu principal faturamento, com 250 funcionários e 600 clientes espalhados pelo País, ele prevê lucro de R$ 7 milhões sobre receita total de R$ 75 milhões neste ano, com a operação de um sistema de transmissão de dados e rastreamento de veículos, principalmente caminhões, por satélite.

Em menos de uma década como empresário, Piquet não tem do que reclamar. A Autotrac detém 90% do mercado nacional e tem recebido prêmios empresariais pelo desempenho. Seus clientes são empresas como a Souza Cruz, distribuidoras Coca-Cola e Nestlé, as maiores transportadoras do País e secretarias estaduais da Fazenda e da Segurança Pública. Toda essa clientela ele garante que não conseguiu apenas com seu prestígio. “No início, freqüentei curso de vendedor e bati de porta em porta. Fiz 1,5 mil apresentações em três anos e vendi sozinho 3 mil aparelhos”, recorda Piquet. “Aprendi a engolir sapos.”

A empreitada de terno e gravata teve início quando, aos 39 anos, ele se despediu das pistas de corrida. Piquet deixou a Europa, onde morava, e trouxe na mala US$ 25 milhões que ganhou com a carreira de piloto. Em Brasília – cidade onde se instalou em 1960 com o pai, ex-deputado e ministro de João Goulart, Estácio Souto Maior – ele montou uma imobiliária, que mais tarde fechou, mas ainda lhe rende hoje o aluguel de 150 escritórios. Ele mantém ainda a Piquet Pneus e uma concessionária da BMW. Juntas, faturam R$ 6 milhões ao ano.

O ex-piloto, acostumado a velocidades altas nas pistas de corrida, se recusa a enfrentar congestionamentos para ir ao trabalho no seu dia-a-dia: para se locomover de casa ao escritório, ambos em Brasília, pilota seu próprio helicóptero, que aterrissa diariamente no pátio da empresa. Quando viaja com a família, troca o helicóptero pelo seu jato Citation – em geral, dá uma esticada maior nos feriados prolongados e aterrissa em Saint-Barthelemy, ilha no Caribe onde passa alguns dias em seu iate particular, atracado ali. Mas a maior parte do ano Nelson Piquet gosta mesmo de curtir em sua casa, uma chácara no Lago Sul do Distrito Federal, com hípica, quadriciclos e cachoeira. É lá que ele se aconchega nos fins de semana com a mulher, a empresária de jóias Vivianne Leão, 29, Nelsinho e Pedro Estácio, 1 ano e 9 meses, o caçula dos seis filhos do ex-piloto. Piquet tem família grande. Foi casado três vezes e tem, além de Nelsinho, o primogênito Geraldo, 23, Laszlo, 13, Kelly, 12, e Júlia, 7. “Nelson é muito divertido e acorda num bom humor inacreditável”, revela Vivianne, mãe de Pedro.

 

Copyright 1996/2000 Editora Três