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O operário da bolinha
Fernando Meligeni, que já ganhou US$ 1,8 milhão na carreira, classifica o Brasil para a semifinal da Copa Davis e quer representar o País nas Olimpíadas

Carlos Henrique Ramos

Edu Lopes
Depois de vencer na Davis, Meligeni malha na academia Fórmula, na terça-feira 11, em São Paulo

“Fácil, extremamente fácil, pra você e eu e todo mundo cantar junto.” O refrão da música “Fácil”, do grupo mineiro J.Quest, embalou a carreira de Fernando Meligeni em 1999. A canção era uma das mais ouvidas em seu CD player. Foi um período em que o tenista brasileiro chegou à semifinal de Roland Garros, na França, o principal torneio disputado em piso de saibro do calendário profissional. Mas as coisas nunca foram fáceis para o jogador, 29 anos, 1,80m e 64 quilos. Domingo 9, na quadra do Clube Marapendi, no Rio, ele marcou o ponto decisivo que levou o País à semifinal da Copa Davis. Na vitória sobre o eslovaco Karol Kucera, Fininho, como é conhecido, usou sua condição física invejável, o pulmão privilegiado e o coração na raquete – e produziu muito suspense para conquistar um resultado memorável. “Eu treino duro, estou sempre motivado e nunca me entrego”, diz Meligeni.

Nascido em Buenos Aires, capital argentina, naturalizou-se brasileiro em 1993, depois de superar a resistência familiar. A luta estava começando. As primeiras incursões no circuito profissional foram um suplício. Mesmo sem dinheiro, viajava ao exterior 30 semanas por temporada, hospedava-se em hotéis de quarta categoria, empanturrava-se de sanduíches e dependia de ônibus e metrô para se deslocar até o local das partidas. Chegava a perder até uma hora dentro dos coletivos. Hoje em dia, depois de alcançar a 31.ª colocação no ranking mundial e faturar US$ 1,8 milhão em prêmios, Meligeni apura a forma para sacar atrás do próximo objetivo: as Olimpíadas de Sydney, na Austrália, a partir de 15 de setembro. Nos Jogos de Atlanta, em 1996, ele perdeu a medalha de bronze para o indiano Leander Paes – e ainda teve de pagar a passagem do próprio bolso para representar o Brasil na competição. “Quero essa vaga de qualquer jeito."

 

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