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Acidente

O contra-ataque do cantor
Em depoimento à Justiça, Alexandre Pires diz que foi a vítima no acidente em Uberlândia que culminou com a morte do vendedor José Alves Sobrinho

Rodrigo Cardoso

Valter de Paula
Alexandre, na saída do Fórum, agarrado por fãs: “Não causei o acidente. O motoqueiro fazia zigue-zague e não pude evitar a colisão”

Na terça-feira 11, o cantor Alexandre Pires, 24 anos, se apresentou como vítima à Justiça de Uberlândia, Minas Gerais. Nesse dia, em depoimento na sala de audiência da 1.ª Vara Criminal, disse ao juiz José Luiz Faleiros que o vendedor José Alves Sobrinho, morto em fevereiro ao ser atropelado pelo músico, foi quem causou o acidente. “Ele fazia zigue-zague com a moto na minha frente e não pude evitar a colisão”, explicou Alexandre. Para provar ao juiz que é inocente, contou que “sentiu-se pressionado na delegacia a revelar a velocidade em que trafegava”. À polícia, Alexandre havia dito que dirigia a 80 quilômetros por hora, 20 a mais do que o permitido no local. Em sua nova versão, o cantor afirmou não ter olhado no velocímetro.

O depoimento do vocalista da banda Só Pra Contrariar durou uma hora e 40 minutos. A princípio seria uma audiência pública, mas foi assistida somente por 23 estagiários de Direito e advogados. “Ele tomava fôlego e suspirava ao lembrar da colisão”, diz Faleiros. Na saída do Fórum, Alexandre agradeceu aos fãs, criadores do “Movimento Pró Justiça Alexandre Pires”, que, em coro, gritavam: “Abaixo a discriminação, Alexandre é nosso irmão”. Disse ainda que “cumpria mais uma vez seu dever e saía confiante na Justiça brasileira”. Sobrinho do vendedor morto no acidente, Adilson Pereira Alves, ao contrário, desconfia da Justiça. “É como lutar de mãos amarradas. Estou levando porrada e não consigo dar um murro.”

De acordo com Faleiros, o contra-ataque adotado por Alexandre tem como meta fugir das acusações do promotor Sylvio Fausto de Oliveira Neto. Há um mês, Oliveira Neto responsabilizou o cantor pelo acidente, ao denunciá-lo por homicídio doloso. Argumentou que Alexandre “matou por dirigir em alta velocidade e embriagado”. O juiz marcou duas novas datas para que as testemunhas de acusação e defesa sejam ouvidas. Alexandre
estará presente em todas elas.
Enquanto a Justiça não escreve o capítulo final do caso, Alexandre e banda preparam um novo CD, para junho. Já foram gravadas metade das 14 músicas do disco.

 

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