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Jornalismo interativo

Luciano Suassuna,
Diretor de Redação

Edu Lopes
Gabriela: entrevista feita por e-mail

Há sete anos, a estudante universitária Gabriella Mellão pegou
o dinheiro que havia poupado para comprar um cachorrinho
e investiu tudo num computador, que foi imediatamente conectado à internet. Foi o seu primeiro contato com a revolução tecnológica que está modificando o mundo. Com 25 anos de idade
e três de formada, Gabriela pertence a uma geração de jornalistas que nunca escreveu uma reportagem em máquina de escrever. No seu dia-a-dia na revista, ela faz resenhas e críticas para a editoria
de Diversão & Arte. Era, portanto, um perfil adequado para produzir a reportagem de capa desta edição. “Quando comecei a matéria, sabia que muitos artistas tinham trabalhos na internet”, conta Gabriela. “Mas me surpreendi porque a produção cultural
na rede está muito mais evoluída do que imaginava.”

No seu levantamento, ela se deparou com a primeira fotonovela, o primeiro livro on line e o primeiro clipe eletrônico (naturalmente batizado de e-clipe) de uma música. Graças à interatividade permitida pela internet, o leitor poderá conferir pessoalmente cada uma dessas atrações a partir da reportagem publicada no site da revista, www.istoegente.com.br. “Fizemos conexões com os endereços dos artistas”, diz o editor de Gente on line, Alessandro Giannini.

“Quem está construindo alguma coisa nova na internet quer visibilidade e prestígio”, conta Gabriela, que não teve dificuldades para ouvir os personagens da sua reportagem. “Além disso, as entrevistas por e-mail tornam os artistas mais acessíveis.” Por
e-mail, por exemplo, ela fez contato com a atriz Lúcia Veríssimo, que acabou quebrando um costume e concordou em falar por telefone.

Este distanciamento entre repórter e entrevistado não prejudica reportagens como a de Gabriela, mas, na elaboração de perfis
de celebridades, nada é mais importante do que o contato direto.
A prova está na reportagem de Tom Cavalcante. Sem o contato ao vivo, a editora Gisele Vitória jamais poderia definir a carinhosa paternidade que ele demonstra com Maria Antônia, de dois meses. Sem esse contato, também, Gisele não teria sido convidada
a ajudá-lo na hora da mamadeira da filha.

 

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