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Expresso do Oriente
Sensação no Japão, a modelo mato-grossense Aline Serpa, 18 anos, investe em sua carreira no Brasil e entra no mundo da moda americano

Flavio Sampaio

Foto: Piti Reali
Aline: piercing na língua, aprendizado dos costumes orientais e muito sucesso no Japão. Meta agora é ficar famosa no mercado fashion

Em menos de um ano, a mato-grossense Aline Serpa, 18 anos, saiu de Goiânia, em Goiás, onde morava desde pequena, fez alguns trabalhos fotográficos em São Paulo e voou para Tóquio, no Japão. Bisneta de japoneses, seus traços orientais geraram uma verdadeira batalha entre clientes japoneses que queriam, a qualquer custo, o rosto de Aline em suas campanhas. Em 12 meses de trabalho, ela juntou R$ 300 mil, fruto de trabalhos como uma campanha da Nivea que estampou seu rosto nos cartões telefônicos de Tóquio. “Minha vida era só fotografar. Não tinha tempo para nada, nem para dormir”, diz a modelo. Uma vez, ela ficou mais de 48 horas acordada, movida a café e maquiagem para esconder o cansaço.

O mercado de modelos no Japão é dividido em dois: japoneses e estrangeiros. Aline conseguiu transitar nos dois. Filha da dentista Irondina Suzuki Serpa e do engenheiro Manoel Elias, sua vida pacata em Goiânia foi transformada num frenesi que incluiu campanhas de tevê e sessões de fotos para revistas e outdoors gigantes e desfiles para Chanel e Gucci. A saudade e solidão eram tão grandes que a única forma de atenuá-las era ligar para a mãe e chorar. “Teve mês que cheguei a gastar R$ 3 mil só de ligação”, diz Aline.

Há seis meses, Aline trocou o Oriente por Nova York e já posou para editoriais das revistas Elle e Harper’s Bazaar. Religiosa, ela faz questão de rezar todas as noites antes de dormir e carrega sempre livros espíritas na bagagem. Aline diz que não tem tempo para namorar e sexo só rola “quando dá”. Dinheiro, competência e experiência, Aline já tem. “Só falta a fama e o sucesso”, confessa. Denise Céspedes, 34 anos, uma das donas da Ford Models no Brasil, aposta que vitórias virão. “Ela ainda é desconhecida no Brasil, mas com 18 anos tem um potencial enorme.”

 

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