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Rock
Renato Russo - Uma Celebração
Reunião de grandes nomes do pop para gravar CD e DVD ao vivo tem registros irregulares
 

Renato Russo foi o messias do pop brasileiro dos anos 80, assim como Raul Seixas foi o pastor das ovelhas roqueiras da década de 70. O líder da Legião Urbana ainda é capaz de arrastar rebanhos mesmo já tendo morrido há dez anos. Na noite de 13 de dezembro de 2005, seus fiéis discípulos foram cultuar o cantor em tributo na Fundição Progresso, no Rio. O show reuniu vários nomes do pop, como Vanessa da Mata e Cidade Negra, e foi perpetuado no DVD e CD ao vivo Renato Russo –
Uma Celebração.

O vídeo tem o mérito de captar o fervor em torno da obra de Russo. Para seus fãs, não importa que nomes como Paulo Ricardo e Chorão não sejam os mais recomendados para regravar músicas como “Monte Castelo” e “A Canção do Senhor da Guerra”. Essa tribo de fanáticos aplaude qualquer coisa em nome de seu mentor, alheia à disputa judicial que opõe os herdeiros de Russo e os remanescentes da Legião Urbana (Marcelo Bonfá e Dado Villa-Lobos) pelo controle da obra da banda.

Claro que as gravações originais continuam imbatíveis. E, ao fim das contas, a grande celebração é a da platéia. Tem até quem faça bonito (Capital Inicial, Plebe Rude, Toni Platão e Titãs, que apresenta a inédita “Fábrica 2”) em meio a registros irregulares, mas o que salta aos ouvidos é a qualidade atemporal da obra de Renato Russo. E essa independe de tributos mercantilistas para continuar movendo corações e mentes. Tempo perdido