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M˙sica
Lux˙ria
Em seu primeiro ßlbum, banda paulista liderada pela cantora Meg Stock exibe seguranša
 
Divulgação
Lux˙ria: momentos de forte punk rock e boas letras

Certamente, haverá comparações entre Meg Stock, a vocalista da banda Luxúria, e a baiana Pitty. As duas são mulheres. Cantam rock. Têm várias tatuagens. E dividem o mesmo empresário. Só. As semelhanças acabam aí. Musicalmente, não têm absolutamente nada a ver. Sons diferentes, letras diferentes, vozes diferentes.

Nascido em Jacareí, interior de São Paulo, o Luxúria tem menos de três anos de vida. Mas mostra nas 11 faixas deste primeiro disco maturidade e segurança raríssimas entre as jovens bandas que chegam a uma grande gravadora – no caso deles, a Sony & BMG. Enquanto a maioria sua a camisa tentando mostrar que tem algo a dizer, Meg e seus três companheiros, Luciano Dragão (baixo), Beto Richieri (guitarra) e Guilherme Cersosimo (bateria) – Ed Redneck (guitarra) entrou depois da gravação do disco – vão lá e dizem. Com letras boas, sem bla-bla-blá para adolescente ouvir (e comprar). A cantora diz que o conteúdo é um retrato do que ela é hoje – uma mulher de 25 anos, mãe de um menino de 6, ex-bailarina, ex-hare krishna e ex-cantora de bar. E que sabe que “o caminho mais fácil nem sempre é melhor que o da dor”, como profetiza na boa “Lama”. Há momentos de forte punk rock, como em “Ódio”, primeiro single, e em “Contrariada”. E coisas mais pop, como “Suja e Só”. Resultado autêntico, sem a pretensão de querer provar alguma coisa. E por isso mesmo provando. Estréia promissora