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Televisão
Contra o preconceito, o bom humor
Falar de preconceito racial em novelas não é novidade. Mas a maneira bem-humorada como Dagmar, a personagem da atriz Sheron Menezes em Belíssima, tem respondido aos xingamentos da sogra, dona Tosca (Jandira Ferrari), é inédita
 

Falar de preconceito racial em novelas não é novidade. Mas a maneira bem-humorada como Dagmar, a personagem da atriz Sheron Menezes em Belíssima, tem respondido aos xingamentos da sogra, dona Tosca (Jandira Ferrari), é inédita. “Ela não se sente vítima de preconceito, como no geral acontece”, diz Sheron, que aos 22 anos está em sua quarta novela. “Ela responde à altura porque sabe que o problema está na cabeça da sogra, não nela.”

Na vida real, você também daria as respostas que a Dagmar dá para a Tosca?
Por que não? A Dagmar achou uma maneira bem-humorada de falar a verdade, de fazer as pessoas ouvirem o que deve ser ouvido sem criar briga. Diante dos absurdos que ela escuta, só devolvendo com piada...

Você acha bom combater preconceito de um jeito bem-humorado?
Eu pessoalmente acho ótimo tratar de preconceito sem ser sisudo, de uma maneira cômica. Mas cada pessoa tem seu próprio jeito de lidar com o assunto. O legal da novela é que a Dagmar não se encara como vitima de preconceito. Tem certeza de que quem tem que ter vergonha de dizer as coisas que diz é a Tosca.

Você agora faz a Dagmar. Mas já foi uma empregada doméstica em Celebridade. Ainda há preconceito com ator negro na tevê?
Está melhorando a cada ano que passa. E não vejo como preconceito o fato de eu ter feito uma empregada. Antigamente, negro só namorava negro em novelas. Em três anos na tevê, já fiz par romântico com o Jackson Antunes, o Márcio Garcia, o Cauã Reymond, o Leonardo Carvalho e agora o Marcelo Médici. Nenhum deles é negro.