Logo
 
Teatro - Drama
BR-3
Teatro da Vertigem faz encenação grandiosa no Rio Tietê
 
Divulgação
BR-3: ação se passa em pequenos barcos que navegam próximos ao barco principal, no qual ficam os espectadores
O que liga a Vila Brasilândia (SP), a Brasília de Juscelino e Niemeyer e uma tal de Brasiléia (AC)? Além do radical “Brasil”, as três localidades ambientam os pontos de virada da vida de Jovelina, uma nordestina que se transforma em chefe do tráfico de drogas, e sua família, retrato da desesperança nacional. Para o Teatro da Vertigem e o diretor Antônio Araújo, Brasilândia, Brasília e Brasiléia são o Brasil, e o poluído Rio Tietê, o espelho turvo deste País.

A ação de BR-3 se passa em pequenos barcos que navegam próximos ao barco principal, em que ficam os espectadores, e em palcos montados nas pontes das marginais. O estado de putrefação do Rio Tietê está ligado à degradação de Jovelina e de seus filhos, Jonas e Helienai, e nesse contexto a ambientação não é mero circo. O texto de Bernardo Carvalho faz BR-3 escapar do principal problema desses espetáculos “pouco convencionais”. Com uma dramaturgia consistente e narrativa fluente, Carvalho mostra a mesma habilidade dos romances Nove Noites e Mongólia, de estrutura semelhante, e só ajuda a transformar o espetáculo do Teatro da Vertigem num dos acontecimentos teatrais do ano. Não tenha medo

Rio Tietê – Entre o Cebolão e a Ponte do Piqueri, em São Paulo. Saídas de dois ônibus uma hora antes da peça do Memorial da América Latina (Av. Auro Soares de Moura Andrade, portão 8). Ingressos nas lojas Fnac Pinheiros e Paulista. Até 28/5. Em caso de chuva, a apresentação
é suspensa.