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Televisão
O galã já foi gordinho

Com a mesma determinação com que emagreceu 18 quilos em apenas seis meses, Guilherme Berenguer trocou Malhação pela novela das sete, prepara-se para o horário nobre e sonha com Hollywood
texto: Clarissa Monteagudo
foto: Alexandre Sant’anna
“Oro no carro, no trabalho. Agradecer a Deus renova as minhas forças”, diz Guilherme, criado em uma família evangélica
Guilherme Berenguer escancara um de seus infalíveis sorrisos, marca registrada dos carismáticos heróis que defende na ficção, ao fazer uma retrospectiva dos últimos dez anos. Até os 14, sua silhueta de 96 quilos não anunciava um futuro de galã. Determinado a mudar a imagem, o ator estudou a vida dos atletas e tornou-se, sozinho, um corredor, esporte que pratica até hoje. A boa forma adquirida em seis meses – ainda conserva os 78 quilos conquistados na época – abriu-lhe as portas em agências de modelos no Recife, cidade onde nasceu, e o credenciou para papéis de mocinho na tevê.

Na Globo, começou em Malhação, como nove entre dez jovens artistas de sua geração e logo se tornou campeão de cartas da emissora – chegava a receber três mil correspondências por semana. A popularidade lhe rendeu um papel de destaque na novela das sete, Bang Bang, e hoje é o galã disputado por Alinne Moraes e Danielle Suzuki. “Ele tem responsabilidade com a família, cuida dos parentes e sempre foi muito independente. Guilherme vai longe. Ele é determinado e sonha alto”, diz Danielle, amiga do ator há três anos. Guilherme definiu o próximo passo. “Vou fazer minissérie e depois novela das oito”, afirma.

O ator, porém, quer alçar vôos mais distantes: no rastro de Rodrigo Santoro, pensa chegar a Hollywood. Ex-professor particular de inglês, ele quer retomar o estudo do idioma para poder conquistar o mercado americano. “Rodrigo está abrindo portas. Se o nosso cinema está se expandindo, por que não chegaremos a ser atores hollywoodianos?”, pergunta. Excesso de otimismo? “Se eu não confiar no meu taco, vou acreditar em quem? Para conseguir o que se quer, é preciso crer muito em si mesmo e em Deus”, resume.

Criado em uma família evangélica, o ator de 25 anos se norteia por ensinamentos religiosos. Sua maior referência é a figura bíblica de Jesus Cristo. “Oro no carro, no trabalho. Agradecer a Deus renova as minhas forças.” A fé aliada ao senso prático o tornou perito em transformar adversidades em desafios. “Sempre vi as dificuldades como incentivo para me lapidar. Eu não me relaciono com a instabilidade. Quando quero algo, tenho fé e bato na porta”, conta. Assim como minimiza os problemas, Guilherme não se deslumbra com sucesso. Em vez de festas, prefere freqüentar restaurantes e ir ao cinema. Solteiro após um namoro de cinco meses com a atriz Juliana Didone, sobre o qual prefere não entrar em detalhes, Guilherme se vê casado, em uma tradicional cerimônia religiosa, e pai de dois filhos – mas no futuro. “Penso nisso, mas não quero pular etapas”, diz.