20 de março de 2000
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Angelita Feijó está de bola cheia
A colunável recupera-se da trágica morte do ex-marido e brilha em programa sobre futebol na Rede TV!

Gisele Vitória

Fotos: Piti Reali

Com a treinadora, Luciana: ginástica na rotina

No dia das mães, há oito meses, já era noite quando Angelita Feijó, 31 anos, foi ao shopping São Conrado Fashion Mall, no Rio, com a filha Maria Antônia, 9 anos, para comprar um presente que mandaria para a mãe, Nadir, em Porto Alegre. Nos corredores encontrou o ex-marido, o investidor financeiro Jacques Ganon, 50 anos, com quem fora casada por oito anos e a ajudou a criar sua filha. Separados havia cinco meses, mantinham ótima relação mas ainda enfrentavam as dores de uma separação recente. Apegado a Maria Antônia, filha do primeiro marido de Angelita, Ganon quis levá-la para dormir em sua casa, mas acabaram combinando para outro dia.

Uma hora depois, Angelita tomava um sorvete com a filha no Leblon quando recebeu um telefonema aflito de uma amiga, contando que Ganon havia sofrido um grave acidente de carro no Aterro do Flamengo. “Fui para o local do acidente e minha filha, chorando, quis ir junto”, conta Angelita. Seguiram para o hospital mais próximo, mas Ganon morreu pouco depois. “Parece até que nos encontramos antes para ele me dar um último beijo. Foi minha primeira grande perda, assim como para minha filha”, diz. “Nem eu nem ela sabíamos como lidar. Até hoje, ela chora ao lembrar dele.”

Abalada pela tragédia, Angelita foi à luta. A então colunável esposa de um investidor de sucesso apostou no trabalho para reconstruir a vida. Hoje, ela se sobressai como parceira de Juca Kfouri no programa Bola na Rede, na Rede TV!. Conquistou seu espaço na emissora, o que tem lhe garantido projeção, inclusive como modelo. Na categoria de celebridade da agência Ford, fechou contrato de cerca de R$ 30 mil com a grife Guaraná Brasil e, a partir do dia 20, terá sua imagem num outdoor de 30 metros de altura, num ponto estratégico de São Paulo. “Angelita é uma mulher chique, sensual e reservada. Acreditamos nela”, diz Carol Bassi Alvarez, dona da grife, que já teve como modelos exclusivas a atriz Gabriela Duarte e a apresentadora Adriane Galisteu.

A dobradinha com Juca Kfouri já dura quatro meses. Angelita faz reportagens. Já entrevistou o cantor e compositor Chico Buarque, após um jogo de futebol. “No final, ela despediu-se com um beijo. Para encher o saco, falei que tinha que ter um distanciamento crítico do entrevistado, que aquilo não ficava bem. Mas quem não daria um beijo no Chico? Até eu!”, conta Kfouri. O jornalista elogia a colega e diz que Angelita está aprendendo na escola mais difícil, que é o programa ao vivo: “Angelita não entendia e ainda não entende de futebol, mas não precisa. Já colocaram uma pessoa que, presume-se, entende. Sou eu”. Ela concorda com a avaliação: “Não entendo mesmo. Comento o lado engraçado do futebol”. Ambos esclarecem que um pito dado por Kfouri no ar – e noticiado como uma crise de relacionamento – não passou de uma brincadeira. Foi na estréia e o jornalista entrevistava Pelé. “Ficou combinado que ela me interromperia para perguntar sobre a vida pessoal dele. Depois de algumas interrupções, disse: ‘Nossa, mas você não pára de me interromper’”, conta Kfouri.

Meses antes de se separar, Angelita começou a estudar Jornalismo, um pouco a contragosto do marido, que na época a fez desistir de uma sonhada carreira de atriz. “Estava feliz com ele, por isso desisti. Foram várias as razões da separação, mas uma delas era que eu queria me realizar no trabalho”, diz ela. Ganon foi seu segundo marido, depois de um casamento de dois anos com o fotógrafo Antônio Guerreiro, pai de sua filha. Ela conheceu o fotógrafo quando tinha 19 anos, e ele, 40. Acabara de chegar do Sul para tentar a vida de modelo.

“Larguei tudo em Camaquã e fui para o Rio”, conta

Gaúcha de Camaquã, a 100 quilômetros de Porto Alegre, Angelita viveu na cidade até os 17 anos com os pais, a dona-de-casa Nadir e o corretor de imóveis Francisco Feijó, 58 e 62 anos, e dois irmãos mais velhos. Foi lá que viveu, pouco antes de sair de casa, sua iniciação sexual – com um rapaz que namorava desde os 13 anos. “Ele chamava-se Hélio e foi uma paixão”, lembra. “Na época, eu fazia pré-vestibular para cursar Direito. Mas larguei os estudos e terminei o namoro para ir para o Rio. Foi difícil, mas não queria ficar em Camaquã.” Hoje os pais moram em Porto Alegre. Pouco depois de fechar contrato com a Rede TV!, Angelita foi convidada pela Rede Globo para fazer um teste para Terra Nostra. “Não aceitei. Já estava envolvida no projeto”, diz ela. A rotina de Angelita é passar seus dias entre o Rio, onde tem um apartamento no Leblon, e São Paulo. Entre gravações e trabalhos publicitários, ela administra o tempo livre com a filha. “Peço a ela para ter paciência, pois estou trabalhando muito”, diz. Na capital paulista, Maria Antônia costuma sair com a mãe e a personal trainer Luciana Rocha, 26 anos, para correr no Parque do Ibirapuera. Maria Antônia é admiradora da beleza da mãe e adora jogar futebol com as colegas do colégio Suíço-Brasileiro, no Rio, onde estuda. “Só não gosto é de conversar sobre futebol. É chato”, diz Maria Antônia, que fala alemão fluentemente.


Colaborou Alessandra Nalio
Agradecimentos: Projeto Aqua e Ford Celebrities

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