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Bruno Garcia e Fernanda Lima formam o casal romântico do faroeste da sete

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Bang Bang
O escritor Mario Prata volta afiado à Globo em trama
ousada, mas que causa inevitável estranheza junto ao público
Dirceu Alves Jr.

Bang Bang é uma novela na contramão. Este termo é o que melhor explica a trama de Mario Prata, lançada com promissores 37 pontos de audiência na segunda-feira 3 e que caiu para 31 durante a semana. A possível estranheza causada nos telespectadores que trocaram de canal no decorrer dos primeiros capítulos é justificável. Bang Bang não se parece em nada com o que se tem visto em teledramaturgia. Os recentes sucessos de público têm o pé fincado nas premissas do folhetim clássico e por mais que Bang Bang traga mocinhos e bandidos, muitas vezes ela nem parece uma novela.

Com um elenco recheado de atores que, na verdade, não são atores – leia-se Fernanda Lima (quase convincente), Paulo Miklos, Sidney Magal, Luís Melodia –, desperta curiosidade pela proposta arriscada. Com diálogos rápidos e cheios de intertextos que desafiam a inteligência do telespectador, Bang Bang usa imagens de desenho animado, apresenta uma trilha basicamente incidental e não faz piada pela piada. Em época de campanha desarmamentista, Bang Bang mostra arma de fogo, gente bebendo e fumando e peca ao procurar um público indefinido. É muito cabeça para ganhar as crianças, faroeste demais para as mulheres e vai ao ar em um horário tradicionalmente pouco visto pelos homens. Bang Bang está na contramão e, se encontrar uma fórmula que equilibre todas essas ousadias, pode até se transformar em um marco. Aposta de risco