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RAP
Sujeito Homem 2
Com talento para rimar e uma boa base, Rappin’ Hood
desbrava os temas clichês do hip-hop
José Flávio Júnior
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Rappin’ Hood gravou com convidados especiais,
mas não precisa de acompanhamento luxuoso

Rappin’ Hood faz a ponte entre a velha e a nova escolha do hip-hop nacional. Quem fala isso são os próprios rappers, que nutrem um tremendo afeto pelo mano do Ipiranga. Com talento para rimar e – principalmente – com um enorme carisma, Rappin’ Hood conseguiu
se destacar da manada. É por isso que a Trama está investindo tanto
em seu segundo álbum, que chega às lojas em tiragem inicial de 30 mil cópias, número raríssimo no rap brasileiro.

Pena que Sujeito Homem 2 seja longo demais e tenha convidados especiais demais. A segunda metade do disco, quando entram os parceiros do samba (Dudu Nobre, Mário Sérgio, do Fundo de Quintal,
e Péricles e Thiaguinho, do Exaltasamba), chega a ser sacal. Mas as primeiras faixas, especialmente “Us Guerreiro” e “Us Playboy”, provam que Rappin’ Hood não precisa de acompanhamento luxuoso para mandar seu recado. Com uma boa base, ele parte sozinho para desbravar os temas clichês do hip-hop: violência, mundo do crime, disparidade social, racismo etc.

E se os convidados Caetano Veloso e Gilberto Gil só servem para deixar o álbum mais estrelado, o mesmo não dá para dizer de Jair Rodrigues. Sua participação em “Disparada Rap” é emocionante. Rappin’ Hood explica para a nova geração a importância da “Disparada” original e
avisa que sua releitura é para tocar no rádio e entrar para a História.
Já conseguiu. Carisma em disparada