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Lya: incentivada pelos 700 mil
livros vendidos

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Poesia
Para Não Dizer Adeus
Lya Luft repete a trilha do sucesso com versos de emoção
restrita e pouca métrica
Dirceu Alves Jr.

Lya Luft é romancista das grandes, cronista ou ensaísta, algumas vezes, bem-sucedida e poeta de ocasião. Com Para Não Dizer Adeus (Record, 144 págs., R$ 24,90), a escritora retorna aos versos. Lya não é marinheira de primeira viagem e já exercitou a poesia lindamente em O Lado Fatal, um exorcismo da morte do seu segundo marido, o psicanalista Hélio Pellegrino, em 1988.

Ao contrário do emotivo O Lado Fatal, Para Não Dizer Adeus não se justifica. Exceto se pensarmos que é mais um esforço para manter-se na lista dos best-sellers. Incentivo ela tem de sobra para fazer livros como Para Não Dizer Adeus. Perdas & Ganhos vendeu 500 mil exemplares
em menos de dois anos, enquanto Pensar É Transgredir seduziu mais
de 200 mil leitores desde março de 2004.

O novo rebento segue a trilha do sucesso. São 64 poemas de fôlego curto, emoção restrita e pouca métrica que falam da vida, maturidade, dores, dão conselhos de como não entregar os pontos e sempre superar as dificuldades. São desabafos aleatórios que pouco acrescentam como literatura, mas certamente encontrarão eco. Afinal, eles trazem a marca da nova Lya, tão preocupada com o bem-estar de suas contemporâneas e que pouco lembra a densa romancista de Exílio e A Sentinela, recém-reeditados pela Record. A conselheira