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Cabeção (Sérgio Hondjakoff) e Miyuki (Danielle Suzuki) em Malhação: audiência recorde

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Foco / Malhação
Novela diversifica público e sobe na audiência

Dirceu Alves Jr.

Malhação chegou a sua 10ª temporada como uma agradável surpresa para a Globo. A novela voltada para os adolescentes, lançada em 1995, se prepara para completar 10 anos ininterruptos no ar registrando os melhores índices de audiência e com uma crescente platéia de telespectadores. A média geral de 2004 ainda é de 32 pontos, a mesma do ano passado. A participação popular, porém, cresceu dois pontos e está em 60%, sem falar no recorde de 41 pontos médios de audiência registrado em julho e que pode se repetir a partir da primeira semana de dezembro, quando começa a ser definido o final da temporada.

Esses índices fazem de Malhação um produto melhor sucedido do que Começar de Novo, a novela das sete escrita por Antonio Calmon. Com um elenco estelar e cenas gravadas na Rússia, a história tem patinado em torno dos 38 pontos. “Vejo esse sucesso como um conjunto de fatores. Temos um bom elenco, uma boa direção e, principalmente, com o passar dos anos, Malhação foi se tornando um hábito dos telespectadores. Além do foco principal, as tramas paralelas cresceram e surgiu um maior interesse dos adultos”, diz Ricardo Hofstetter, que, depois de quatro anos como colaborador, assumiu a autoria de Malhação há duas fases.

Histórias como a de José (Ricardo Petraglia), que enfrenta a suspeita de câncer de próstata, se aliam a temas já debatidos como o câncer de mama, crises conjugais e campanhas de prevenção à aids, e tiram de Malhação a marca de novelinha teen. Mas sem esquecer o público original, a 10ª temporada manteve a atenção dos jovens principalmente por causa da Vagabanda, um grupo musical fictício liderado por Catraca (João Velho). “A música sempre é um ingrediente que conquista as pessoas. Criar um núcleo, que tem como tema uma banda foi um dos grandes acertos”, afirma Hofstetter.