7 de fevereiro de 2000
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Fernando Morais - de Paris

Excluídos do futebol vagam pelas ruas de Bruxelas
Adolescentes brasileiros que viajam para testes nos times belgas convertem-se em meninos de rua, sem ajuda consular, e não têm como voltar

Há um abacaxi de bom tamanho para o Itamaraty descascar em Bruxelas: dezenas de garotos brasileiros estão vivendo clandestinamente na Bélgica, sem qualquer apoio consular ou diplomático. São todos menores de idade, levados como turistas para a Europa por "olheiros" de grandes clubes de futebol. Quem consegue passar pelos testes dos clubes é contratado. Os cortados, abandonados pelos agentes, convertem-se em "meninos de rua" da noite para o dia. Preocupado com o problema (que envolve, além de brasileiros, várias dezenas de meninos norte-africanos), o governo belga acaba de promulgar uma lei que exige que os candidatos a craques tenham pelo menos 18 anos e que só recebam o visto depois de contratados com um salário de no mínimo US$ 2,5 mil mensais.

Doce vida em Paris
Cena francesa: dois dias depois de provocar um sururu no aeroporto de Cumbica, o primeiro-filho Paulo Henrique Cardoso podia ser visto tomando uma inocente Coca-Cola no Bar des Théatres, na elegante Avénue Montaigne. Do outro lado do salão, cercado de netos e exibindo uma cabeleira precocemente acaju, Paulo Maluf atacava um sanduíche crocque-monsieur. Solitário numa mesinha entre os dois, um envelhecido Gene Hackman sorvia uma taça de vinho tinto.

Sutiã turbinado
É brasileira a novidade do Salão da Lingerie, aberto na semana passada em Versailles: entre as peças apresentadas por Ocimar Versolato para as indústrias Valisère, o modelo que mais chamou a atenção dos compradores foi o sutiã em cujo bojo vem costurada uma discreta bolsa de silicone. Criado por Versolato para socorrer as magras em plena safra de seios opulentos, o modelo está sendo visto como uma solução para mulheres que tenham se submetido a mastectomias.

Foto: Cesar Itiberê

Universal não
Se o "bispo" Edir Macedo tem planos de exportar sua Igreja Universal do Reino de Deus para a França (como já fez em quase toda a Europa), é melhor pensar duas vezes. Por essas bandas as igrejas evangélicas são consideradas "seitas", e não religiões - o que as obriga, por exemplo, a pagar todos os impostos. Como se fossem o que aparentam ser: empresas.

Prefácio de FHC
Fernando Henrique Cardoso está de novo nas prateleiras francesas. Em sociologuês. No prefácio de Le Candomblé de Bahia, reeditado pela Editora Plon em homenagem póstuma ao autor, Roger Bastide, FHC reconhece ter compreendido, graças ao sociólogo francês, "a impossibilidade da síntese conceitual a priori".

Viagem nababesca
Esta é para quem está com o saldo bancário no azul. Dia 18 sai de Paris um Concorde para uma viagem de sonhos. Nas duas semanas seguintes os passageiros farão escalas em Omã, Nova Délhi, Bangcoc, Bali, Sydney, Papete, Morea e na Ilha de Páscoa, na costa do Chile. No sábado de Carnaval, os passageiros estarão no Rio. Preço dessa mamata principesca: 200 mil francos - uns R$ 60 mil. Reservas pelo telefone 0-803-888-803. Pelo menos a chamada é gratuita.

 

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