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“Ela só está em evidência porque se apóia em outro famoso”, disse Sergio Obregón, representante da Patachou na Espanha, irritado porque Daniella não falou com a imprensa

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Passarela
Cicarelli em apuros
Em sua estréia em desfiles na Espanha, a
noiva de Ronaldo passa por constrangimentos, quase perde cachê e é hostilizada por organizador do evento

texto: Patu Antunes, de Barcelona
fotos: EFE


A data do casório já está marcada: 2 de janeiro de 2005. Madri, onde o noivo mora, é a cidade para onde a futura senhora Ronaldo Nazário deverá se mudar. Na quarta-feira 8, a modelo e apresentadora Daniella Cicarelli testou sua popularidade no país em que seu noivo – o atacante do Real Madri e da Seleção Brasileira – é ídolo. Nesse dia, fez seu début na semana de moda de Barcelona, ao desfilar para a Patachou. Mas o que deveria ser uma celebração se transformou numa imensa confusão.

Para desfilar, Cicarelli, apelidada pela mídia espanhola de “Ronaldinha 2”, não fez grandes exigências. Viajou por um cachê estimado em 30 mil euros (R$ 105 mil) acompanhada apenas do empresário, Caíco de Queiroz. Como Cicarelli desembarcou em solo espanhol três dias depois do anúncio do noivado, a expectativa da mídia era grande. Ela só conseguiu chegar ao camarim da Patachou após a produção do evento abrir caminho à força entre jornalistas e cinegrafistas. Com a stylist Emma MacFarlan, trocou algumas palavras sobre o noivado – ela e Ronaldo foram convidados para entregarem juntos um dos prêmios no VMB 2004, da MTV, mas ainda não decidiram. “Estamos sofrendo uma pressão absurda da mídia. Temos que ficar nos escondendo o tempo todo”, explicou a modelo.

A confusão se instalou de vez quando se definia o grau de exposição de Cicarelli à mídia. O contrato previa que ela atenderia a imprensa no backstage do desfile e num coquetel no Hotel Majestic. A noiva do Fenômeno, porém, não deu entrevistas. “O combinado foi que ela falaria, mas de moda”, disse Caíco, sem explicar por que ela não falou nada. O desgaste começou logo no desembarque. Cicarelli seria transportada para o desfile por um Lexus, da Toyota. Sergio Obregón, representante da Patachou na Espanha, quis que ela fotografasse ao lado do carro. Como isso não estava previsto no contrato, Caíco proibiu a foto. Resultado: empresário e estrela chegaram de táxi ao evento.

No camarim, ao saber que Cicarelli não falaria com a imprensa, Paco Flaqué, um dos organizadores, ameaçou não pagar o cachê. E esbravejou, dedo em riste, para a estilista Terezinha Santos, da Patachou: “Você sabe quem sou eu? Sou quem está pagando o cachê dela, portanto, dou as ordens”. A questão foi resolvida com fotos da noiva de Ronaldo após o desfile. “Nossa primeira opção era trazer a Gisele Bündchen”, desdenhou Flaqué.

Mais tarde, no Hotel Majestic, novo mal-estar. Os 130 jornalistas e convidados saíram frustrados com os três minutos de aparição de Cicarelli. Ela não falou, não comeu, não bebeu e não sorriu. “Fui enganado”, disse Obregón. “Ela é uma moça de carreira inconsistente e que só está em evidência porque se apóia em outro famoso.”

Para os espanhóis que participaram da produção do desfile, porém, Cicarelli era a encarnação da sensualidade brasileira. Impressionada com o mulherão de maiô sobre o salto 12, uma moça não resistiu e pediu uma foto. Daniella consentiu, sorrindo. Quinze minutos depois, um rapaz ruborizou-se ao se deparar com a modelo só de calcinha numa troca de roupa: “Guapísima (belíssima), guapísima”, balbuciava ele.
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