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Let It Bed: a lúcida insanidade criativa do
ex-Mutante
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Pop
Let It Bed
Produzido por John do Pato Fu,
Arnaldo Baptista volta a gravar

Mauro Ferreira

O compositor e pianista Arnaldo Baptista tem reservado seu lugar na história da música brasileira pela fundação do grupo Os Mutantes, uma das mais criativas bandas do pop nacional. Ao largar o grupo em 1974, Arnaldo viu sua carreira se desintegrar. Alijado do mercado e da vida de Rita Lee, com quem viveu conturbado romance, o cantor entrou em depressão que culminou com tentativa de suicídio em 1982, quando se atirou do quarto que ocupava num hospital psiquiátrico. Recolhido desde então num sítio em Juiz de Fora (MG), Arnaldo virou lenda no meio musical. A importância do lançamento de seu quarto disco solo, Let It Bed, à venda nas bancas de jornais, encartado na revista Outra Coisa, já começa por aí.

Primeiro álbum do ex-Mutante desde 1987, Let It Bed
contribui para manter a fama de lunático do artista.
Trata-se de um CD de canções que passam por filtro tropicalista. Arnaldo é cantor ruim, mas o que importa são as imagens poéticas de suas letras, com destaque para “Tacape”, e o tratamento dos arranjos. A produção de John Ulhoa, integrante do grupo Pato Fu, respeita a lúcida insanidade criativa do artista. Mas embora bom, Let It Bed é inferior ao primeiro e melhor disco solo de Arnaldo (Loki?, 1974) e nem de longe roça a genialidade dos Mutantes. Baladas do louco