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Apesar de competente, o som dos ingleses do Prodigy não traz originalidade no quarto CD
Eletrônica
Always Outnumbered, Never Outgunned
Depois de sete
anos longe dos estúdios, o grupo inglês Prodigy inclui batidas funkeadas ao seu já datado punk

Mauro Ferreira

Formado em 1990, o grupo inglês The Prodigy marcou época na década passada ao apresentar um punk rock aditivado com batidas eletrônicas. Era como se os lendários músicos do Sex Pistols estivessem numa rave. A cena eletrônica incensou especialmente o segundo disco do Prodigy, Music for the Jilted Generation (1995), em que já havia flertes com o então ascendente drum’n’bass. O sucesso aumentou ainda mais no CD seguinte, The Fat of the Land (1997), trabalho mais pop que fez o Prodigy sair do circuito das raves para disputar espaço com bandas de rock. Infelizmente, a julgar pelo quarto álbum da banda, o primeiro em sete anos, o som do Prodigy já soa datado, ainda que sempre competente.

Always Outnumbered, Never Outgunned adiciona batidas funkeadas ao punk eletrônico do Prodigy, agora centrado na figura do produtor Liam Howlett. Há também doses de rap na faixa “Get Up, Get Off”. Mas o fato é que o CD já não parece impactante como os dois primeiros da banda. Talvez por isso mesmo, Howlett recrutou uma série de convidados. A atriz Juliette Lewis faz os vocais de algumas músicas, com destaque para “Spitfire”. Já Liam Gallagher, do Oasis, participa do rock “Shoot Down”, uma das faixas de maior peso. O Prodigy ainda é bom, mas já foi mais original. Entre as raves e as arenas