Veja também outros sites:
 
   
Diversão & arte - Livros
O melhor para eles
Para quem os vencedores entregariam o Jabuti em suas categorias?

Divulgação
Deus É Inocente, A Imprensa Não, do Carlos Dorneles. Ele lava a alma dos correspondentes!”
Caco Barcellos, vencedor em
não-ficção e livro-reportagem
Divulgação
“Eu daria para o Ronaldo Bressane, autor
de Céu de Lúcifer
Sérgio Sant’Anna, vencedor na categoria conto/crônica
Divulgação
“Daria para o Chico
Buarque por Budapeste
Bernardo Carvalho, vencedor
na categoria romance
 

Leia também

Cinema
Exposição
Internet
Música
Teatro
Televisão

Foco / Prêmio Jabuti
Dia de Oscar para a literatura

Dirceu Alves Jr.

 

O vice-governador de São Paulo, Cláudio Lembo, em seu discurso, foi quem melhor definiu a cerimônia da quinta-feira 9, no Memorial da América Latina, na Capital paulista. A entrega do Prêmio Jabuti é o Oscar da literatura brasileira. Mesmo que as únicas expectativas da noite sejam os vencedores das categorias Livro do Ano Ficção e Não-Ficção, não falta a tentativa de glamourizar o evento promovido pela Câmara Brasileira do Livro.

Com um show de música popular ao vivo, autores, editores e acadêmicos foram recebidos no saguão do auditório do Memorial por flashes e câmeras de tevê. Depois de algumas entrevistas e taças de champanhe, os convidados assistiram à premiação com aplausos frios, já que os vencedores eram conhecidos desde julho. A animação só se fez quando Abusado, de Caco Barcellos, foi anunciado como o melhor título de não-ficção. “Esse prêmio me dá a certeza de que valeu a pena escrever o livro, coisa que não tinha até hoje”, afirmou o jornalista.

Quase despercebida foi a divulgação de Budapeste, romance de Chico Buarque, como a melhor ficção. O autor, um dos maiores ídolos nacionais, ficou em Paris, e a platéia fingiu não ouvir. O próprio editor da Companhia das Letras, Luiz Schwarcz, nem sequer agradeceu. Todos já deviam estar loucos para voltar ao coquetel e deixar para pensar em literatura no dia seguinte.

O melhor de 2004
Jayme de Carvalho Jr.
O filho Yuri parabeniza Caco
Barcellos, o astro da noite
Os principais vencedores do 46º Jabuti foram:

Livro do Ano Ficção:
Budapeste (Chico Buarque)
Prêmio: R$ 15 mil

Livro do Ano Não-Ficção:
Abusado (Caco Barcellos)
Prêmio: 15 mil

Conto/Crônica:
O Vôo da Madrugada (Sérgio Sant’Anna)
Prêmio: R$ 1 mil

Romance:
Mongólia (Bernardo Carvalho)
Prêmio: R$ 1 mil

Livro-Reportagem:
Abusado (Caco Barcellos)
Prêmio: R$ 1 mil