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Aventura
Rei Arthur
Produção dirigida por Antoine Fuqua tenta dar olhar mais realista à lenda dos Cavaleiros da Távola Redonda e suprime magia

Mariane Morisawa

Divulgação
Rei Arthur: campanha publicitária dava a entender
que se tratava de um filme sobre Guinevere
Arthur, Guinevere, Lancelot, Merlin são nomes conhecidos em todo o mundo, mas até hoje não se sabe se existiram ou não. Rei Arthur, dirigido por Antoine Fuqua e produzido por Jerry Bruckheimer, tenta dar um caráter mais realista à lenda dos Cavaleiros da Távola Redonda. Portanto, não tem a magia de espadas sendo tiradas de pedras, de feiticeiros poderosos ou até de triângulos amorosos dramáticos.

Arthur (Clive Owen) é um general romano na Grã-Bretanha, prestes a liderar seus homens numa última missão. Lancelot (Ioan Gruffudd) é um guerreiro sármata, enquanto Guinevere (Keira Knightley) é uma woad, grupo liderado por Merlin, um mero manda-chuva tribal. Não deixa de ser interessante esse ponto de vista menos lendário, ainda que, como não há provas indubitáveis da realidade, não se saiba até que ponto são verdades.

Guinevere é mostrada como uma guerreira que pinta seu corpo e rosto de azul, à moda de Mel Gibson em Coração Valente. Toda a campanha do filme foi baseada em Keira Knightley (Piratas do Caribe), a bola da vez em Hollywood, talvez porque os produtores não confiassem em seu protagonista, o pouco conhecido Clive Owen. O trailer deixava a sensação de que o nome do filme estava errado e deveria ser Guinevere. Rei Arthur fracassou nos Estados Unidos, arrecadando pouco mais de US$ 50 milhões. Além de tirar a aposta do protagonista e, portanto, do personagem principal, a produção tentou se apoiar na linda porém inconsistente Knightley. Não colou. O único personagem carismático, por mérito do ator Ioan Gruffudd (mulheres, olho nele!), é Lancelot.

A bem da verdade, Rei Arthur não é nem melhor nem pior do que a maior parte da
produção hollywoodiana de férias. A cena da batalha no lago congelado é bem empolgante. Quantos filmes desse tipo não se sustentam em uma única cena? Estão lá as mostras de camaradagem e lealdade, o personagem engraçado, um romance meio apressado, vilões horripilantes. Há um chamado geral contra a guerra, mas, no fundo, a valentia é glorificada. E também uma leve mensagem sobre viver livre em seu próprio país. Nada que faça este
Rei Arthur passar vergonha. Nem a mais nem a menos