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Fotos: carol feichas

Homenageado, Paulo José
corre pelo palco

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Cláudio Assis berra impropérios para Hector Babenco...
Fotos: carol feichas
...que assiste, embasbacado

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Foco / Grande prêmio TAM
Teve até Michael Moore

Mariane Morisawa

Como no Oscar, houve apresentação engraçadinha, da companhia teatral Os Dezequilibrados. Como no Oscar, os votos foram auditados pela PricewaterhouseCoopers. E, como no Oscar – bom, pelo menos no Oscar do ano passado –, o nosso teve seu Michael Moore.

O Grande Prêmio TAM do Cinema Brasileiro, na quarta 8, começou em clima bem amigável. Na calçada do Cine Odeon, no Rio, Aníbal Massaini aguardava numa mesa, Alain Fresnot se confraternizava em outra, e os curta-metragistas formavam uma rodinha. Aos poucos, o tapete vermelho foi ficando pequeno para tanto quilate cinematográfico, mas a temperatura ame-na continuou lá dentro. A começar pelas homenagens a filmes como Macunaíma, que costuraram a premiação e foram uma coisa na linha quero-ser-Billy-Crystal.

Lázaro Ramos foi quem mais subiu ao palco, para receber seis prêmios por O Homem Que Copiava – menos o de melhor ator. Ele comoveu no discurso de melhor filme, agradecendo por e a Jorge Furtado: “É bom ver um negro dar beijo na boca e não só pegar em arma”. E ainda fez graça nas duas vezes em que Hector Babenco subiu ao palco com ele e em ambas se esqueceu do troféu.

Na última, o diretor de Carandiru até teve razão. Nos agradecimentos pelo prêmio de direção, ele foi interrompido pelos gritos de “imbecil”. Era o cineasta Cláudio Assis, que concorria por Amarelo Manga. “Você é um escroto! F... vocês! Eu falo o que eu quiser. Eu falo, eu falo, eu falo!”, berrou, antes de ser retirado. Depois, disse: “O cinema brasileiro necessita de honestidade. Não preciso desse prêmio”. O escândalo fez com que Babenco se emocionasse. “Cláudio, gosto muito do seu filme, não sabia que você era uma pessoa tão indelicada.” Passado o susto, houve comoção quando Paulo José foi homenageado e leu um texto seu sobre Macunaíma.

Na maior surpresa da noite, Selton Mello levou o troféu de melhor ator. Logo ele, que momentos antes dissera: “Estou
aqui de Johnny Depp. Jamais iam dar o Oscar para ele por Piratas do Caribe, certo? Ator de comédia nunca ganha. É a mesma coisa comigo”. Só para mostrar que sobrou alguma originalidade no Oscar brasileiro.

Os premiados
Roteiro original
Jorge Furtado
(O Homem Que Copiava)

Roteiro adaptado
Victor Navas, Fernando Bonassi e Hector Babenco (Carandiru)

Atriz coadjuvante
Luana Piovani
(O Homem Que Copiava)

Ator coadjuvante
Pedro Cardoso
(O Homem Que Copiava)

Direção de arte
Adrian Cooper e Chico Andrade (Desmundo)

Figurino
Marjorie Gueller (Desmundo)

Maquiagem
Vavá Torres (Desmundo)

Fotografia
Walter Carvalho
(Amarelo Manga)

Montagem
Giba Assis Brasil
(O Homem Que Copiava)

Som
Aloysio Compasso, Denilson Campos e Gabriel Pinheiro (Nelson Freire)

Trilha sonora
João Falcão e André Moraes (Lisbela e o Prisioneiro)

Curta de animação
A Moça Que Dançou Depois de Morta, de Ítalo Cajueiro

Curta documentário
Rua da Escadinha 162,
de Márcio Câmara

Curta de ficção
Bala Perdida, de Victor Lopes

Longa estrangeiro
As Invasões Bárbaras, de Denys Arcand

Direção
Hector Babenco (Carandiru) e Jorge Furtado
(O Homem Que Copiava)

Atriz
Débora Falabella (Dois Perdidos numa Noite Suja)

Ator
Selton Mello
(Lisbela e o Prisioneiro)

Documentário
Nelson Freire, de João Moreira Salles

Filme
O Homem Que Copiava,
de Jorge Furtado