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Caio Blat está em Cama de Gato, em que três adolescentes cometem crimes

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Ping-pong / Caio Blat
“Os jovens saem provocados”

Mariane Morisawa

Rodado em 2000 e finalizado ao custo de R$ 100 mil,
Cama de Gato ganhou prêmios em festivais, mas não conseguiu distribuição, que está sendo feita pelo diretor Alexandre Stockler. Filmado em digital, não se trata de uma produção bem acabada. Mas o longa, que estréia em São Paulo, tem uma interessante proposta de democratização e busca a polêmica, ao contar a história de três adolescentes de classe média alta que cometem atrocidades, como estupro e assassinato, na busca por diversão. Num País em que índios são queimados, não parece tão absurdo assim, sensação reforçada pelos depoimentos reais colhidos entre jovens. O ator Caio Blat, que faz um dos jovens, falou a Gente.

Como entrou no filme?
O Alexandre me procurou com o roteiro. Quando li, pensei: o que esse cara está querendo? Ele está me desafiando? Gostei da proposta de fazer um movimento democrático, é só uma câmera na mão mesmo.

O cinema é o meio que escolheu para ousar?
Quando fiz Cama de Gato, em 2000, estavam tentando me imprimir uma imagem de galãzinho na tevê. Eu me aproveitei do filme para expor esse outro lado. Desde então, fiz papéis diferentes até mesmo em novelas, como o Abelardo de Da Cor do Pecado. Acho que minha tentativa foi bem-sucedida.

Como os jovens reagem?
Eles saem provocados, mas também identificados, porque não há classe média no cinema brasileiro. Conversei com muitos jovens, e vários têm histórias parecidas, de gente que passou dos limites na tentativa de se divertir.

Ficou chocado com aqueles depoimentos de adolescentes?
Um pouco. Tinha medo de que o filme fosse forçado, mas vi que é uma história comum.