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Celebridade
por Diógenes Campanha  
Agência  Globo
Divulgação
Apresentador do JN por 27 anos, Cid Moreira está longe da bancada desde 1996. Atualmente, além de fazer locução no Fantástico, ele está gravando a leitura de toda a Bíblia Sagrada em CDs. “Vou levar de seis a sete anos para terminar a gravação”, calcula
 
 

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Cid Moreira

No dia 1º de setembro de 1969, quando entrou no ar ao lado de Hilton Gomes, para apresentar a primeira edição do Jornal Nacional, Cid Moreira começou a escrever seu nome na história da tevê brasileira. O locutor apresentou o noticiário por 27 anos, recorde mundial registrado pelo Guinness Book, e se tornou o dono do “boa noite” mais conhecido do País.

Qual foi a edição mais marcante do JN?
Foram muitos os fatos e as edições marcantes.
Isoladamente, lembro bem de uma reportagem sobre
um conflito na América Central, em que um cinegrafista registrava o momento em que foi atingido por uma bala.
Ele continuou filmando e foi novamente atingido. A câmera
cai. As imagens são realmente marcantes.

Na foto ao lado, o senhor está de terno listrado, camisa xadrez e gravata estampada. Como chegou a essa combinação tão inusitada?
(Risos) No começo, como não havia referências e a tevê
era em preto-e-branco, não tínhamos tanta preocupação
com moda ou combinações. Quando passou a ser em
cores, o comportamento mudou: queríamos mostrar
variedade de tons e foram cometidas extravagâncias.
Usei até terno cor-de-abóbora.

E a lenda de que o senhor apresentou o jornal de bermuda?
O que aconteceu foi o seguinte: era Carnaval, eu estava em Itaipava (região serrana do Rio) e desci a serra para apresentar o JN. Morava em Ipanema e ia trocar de roupa antes de ir para a emissora, mas peguei uma horrível tempestade no caminho, o que acabou atrasando a viagem. Era período de Carnaval, as ruas estavam alagadas e, para não perder o JN, fui direto para a redação, de bermuda mesmo. Mas foi só esta vez.

Quando o encontram, pedem para o senhor dizer
o “boa noite”?

Até hoje, ainda tem gente que pede. Acontece até
pelo telefone.