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Foco - The Who
Culto revitalizado

Mauro Ferreira

Ícone do rock pesado dos anos 60 e 70, a postura selvagem do grupo inglês The Who no palco até hoje é lembrada por roqueiros cinqüentões. A banda do guitarrista Peter Townshend teve seu fim oficial anunciado em 1982, mas nunca saiu totalmente de cena. A obra do grupo ainda é alvo de culto que ganha impulso com os lançamentos simultâneos de dois ótimos discos, Then and Now! e Live at the Isle of Wight Festival 1970. O primeiro é coletânea que se destaca entre as dezenas de compilações do grupo por trazer as primeiras gravações inéditas de estúdio do Who desde 1982. O segundo é estupendo álbum ao vivo que ganha reedição no Brasil e registra show cujas fitas foram recuperadas em 1996.

As inéditas “Real Good Looking Boy” (que cita “I Can’t Help Falling in Love”, sucesso de Elvis Presley) e “Old Red Wine” são bons rocks, mas não se impõem numa trajetória que já rendeu hinos como “My Generation” -- música presente tanto na coletânea, que reúne 18 hits do período 1965-1981, como no
CD duplo ao vivo. Prenúncios do anunciado novo álbum da banda, as gravações inéditas atestam a evolução de Roger Daltrey como cantor.

Já o disco ao vivo captura toda a energia do Who em cena. Retrato do auge do grupo, o histórico registro foi feito logo após a conclusão de Tommy, daí a presença de músicas da ópera-rock, como “Pinball Wizard”, no roteiro de 30 músicas.