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Dominique Veillon: historiadora conta as mudanças na moda

História
Moda & Guerra
A trajetória da moda durante a Segunda Guerra Mundial é descrita com riqueza de detalhes

Luciana Franca

 

O berço da moda que atraía milionários em busca do
melhor vestuário durante os anos negros da ocupação
alemã na França é retratado pela historiadora Dominique
Veillon em Moda & Guerra – Um Retrato da França Ocupada (Jorge Zahar, 270 págs., R$ 43).

A vida e as criações de grandes nomes que ditaram elegância
e estilo, como Coco Chanel, Robert Piguet e Elsa Schiaparelli, são o principal tempero do livro, que descreve com riqueza
de informações desde os tempos áureos dos suntuosos des-
files até as portas fechadas de algumas maisons da Praça Vendôme e Champs-Élysées.

A transformação da moda é descrita em deliciosos e minuciosos detalhes. Os vestidos floridos e os chapéus adornados de plumas que estavam no auge durante o verão de 1939 deram lugar a um guarda-roupa sisudo e mais apropriado para a tensão da guerra. Casacos com bolsos de diferentes tamanhos para guardar papéis, dinheiro e jóias, que faziam parte do traje de alerta criado pelos estilistas, deram início à tendência utilitária. Os tecidos encarecem e tornam-se raros e por isso a moda passa a adotar saias mais curtas. A criatividade dos estilistas
de Paris não permite que os alemães transfiram o centro da moda para Berlim.

A edição brasileira ainda traz uma farta iconografia, glossário de termos de moda e biografias de celebridades da alta-costura do século 20. Para entender o guarda-roupa