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Família/ Vivianne Pasmanter
Talento de mãe
Grávida do segundo filho, a atriz está em cartaz nos cinemas com a comédia Viva Voz e morre de medo de desgrudar do primogênito, Eduardo, de 1 ano e 5 meses, de quem sente saudade até quando se separa por algumas horas

Mariane Morisawa
Fotos: Edu Lopes

 
Edu Lopes
“Queria outro filho porque, se eu tiver
só ele, coitado do Dudu e da minha nora”, diz Vivianne Pasmanter

Uma saudade imensa toma conta de Vivianne Pasmanter cada vez que o pequeno Eduardo dorme. Como no momento da entrevista, quando se completam cinco horas que ela não vê o bebê de 1 ano e cinco meses. “Ainda não inventaram um adjetivo para isso”, diz o marido Gilberto Zaborowsky, que confessa ter se surpreendido. “Não imaginava. Da mesma forma que ela é uma excelente profissional, é uma mãe cuidadosa e presente. Consegue dividir as coisas direitinho.”

Como muitas mães de primeira viagem, Vivianne tem dificuldade em se separar do bebê. Por isso, fica mais penoso escolher trabalhos, que não podem ser muito absorventes em número de horas ou solicitar grandes deslocamentos. Ela chegou a retornar ao teatro no final do ano passado, com a peça Tartufo. Mas, quando o espetáculo começou a viajar Brasil afora, teve de sair. “Estava puxado para o Dudu e dei prioridade para ele”, diz a atriz. Graças a um trabalho feito em 2001, antes da gravidez, Vivianne está de volta. Em sua estréia no cinema, ela vive uma perua engraçada na comédia Viva Voz, de Paulo Morelli, atualmente em cartaz. “Vivianne é muito criativa”, diz o diretor. “Arrumou um jeito de rir para não rachar o batom, mil detalhezinhos que se encaixam e aí parece que ela é o personagem”, completa Morelli.

Aos 32 anos – “não tenho problema em falar, tenho problema em ter”, ela ri –, Vivianne Pasmanter conta que está morrendo de saudade do trabalho e explodindo de criatividade, com idéias pipocando e sendo perdidas. Porém agora surgiu uma dificuldade a mais: a atriz está grávida de novo, como descobriu poucos dias atrás. “Só se aparecer alguma coisa de grávida”, diz ela, que ainda não sabe como contar as boas-novas a Dudu, ciumento até com os sobrinhos da atriz. Vivianne desejava mesmo dois filhos e, mesmo não tendo planejado a segunda gravidez, achou melhor que viessem em seguida. “Queria outro porque, se eu tiver só ele, coitado do Dudu e da minha nora”, diz ela. “Odeio minha nora. Nem sei se a mulher mais odiada do mundo já nasceu. É brincadeira, mas que deve ser duro, deve.”

Edu Lopes
A atriz esteve em Pernambuco para exibir Viva Voz, sua estréia no cinema, que ela rodou antes da primeira gravidez

Apesar dessa preocupação futura, ela garante que não pensa em assuntos delicados como sexo e drogas. A dúvida, por enquanto, é ligar para o choro ou não. “Às vezes, deixo chorar. Sou coruja, mas firmona”, diz ela, que ajuda a criar os outros três filhos do marido, mais velhos. “Nós dialogamos muito e damos carinho, porém a Vivi quer saber que horas vai, com quem, que horas volta”, diz Gilberto.

Vivianne, no entanto, não se esqueceu de si mesma, ainda que se dedique tanto aos filhos. Além de estar encantada com os músculos ganhos nas aulas de pilates – justo ela, que nunca gostou de ginástica –, a atriz se recicla no teatro e estuda filosofia. “Tem umas coisas chatas de ler, mas que acrescentam muito”, afirma. “O trabalho não ficou em segundo plano, é que eu tinha 24 horas por dia para o trabalho. Hoje não tenho”, diz ela, no momento em que Dudu vem chegando com um livrinho na mão. Aí, a atenção de Vivianne volta a ser toda dele.

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