24 de janeiro de 2000
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Heróis anônimos do Brasil
Coleções trazem para o grande público os personagens quase desconhecidos que fizeram a história do País

Livros que resgatam a história do Brasil com propriedade são sempre bem-vindos, especialmente quando os heróis são praticamente anônimos ao grande público. Para o jornalista e cientista político Jorge Caldeira, autor de Mauá: Empresário do Império, se o brasileiro é, de fato, um povo sem memória, isso se deve à falta de informação. "As pessoas acham que o País é mixo e dono de uma economia pobrinha, mas essas são idéias erradas", diz ele. Para promover o autoconhecimento, Jorge Caldeira encabeça a direção da coleção Formadores do Brasil, da Editora 34, composta, a princípio, por oito volumes com os principais pensadores do Brasil, entre os séculos 18 e 19. Anotações de rodapé, bibliografias, ilustrações e documentos de época dão o respaldo técnico e textos assinados pelos próprios personagens são o diferencial. Cerca de 90% dos livros são discursos, publicações e cartas escritos pelos próprios pensadores.

A personalidade menos explorada pela historiografia nacional é o padre liberal radical Diogo Antônio Feijó, vencedor da única eleição nacional do século 19. "Talvez os melhores aspectos da nossa política sejam herança dele", diz Caldeira, que assina a introdução e organização de Diogo Antônio Feijó (357 págs., R$ 33).O regente Feijó inaugura a coleção juntamente com Bernardo Pereira de Vasconcelos, de José Murilo de Carvalho (269 págs., R$ 29). Ambos foram homens públicos influentes que divergiam em relação à condição dos escravos. Pereira de Vasconcelos, líder da oposição a dom Pedro I, defendia a escravidão. Feijó, que combateu o tráfico negreiro enquanto esteve no poder, deixou em seu testamento a liberdade para os escravos de sua propriedade. O próximo título da coleção sai em maio e traz José Bonifácio.
(Gabriela Mellão)

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