24 de janeiro de 2000
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Dogma
Filme polêmico banaliza princípios da Igreja Católica

Wladimir Weltman

Foto: Divulgação

O catolicismo, ao contrário do judaísmo que Jesus aprendeu na infância, constrói sua teologia sobre alicerces dogmáticos - conceitos fixos, que não se submetem à crítica ou opinião. Só que na Hollywood do fim do milênio, território livre do pensamento judeu-protestante, esse tipo de posição não é das mais aceitáveis. Tudo se discute nesta cidade: do salário dos artistas até roteiros perfeitos escritos por gente como Scott Fitzgerald. O Novo Testamento não poderia ser uma exceção. E foi com isso que o bom menino católico de Nova Jersey, Kevin Smith (Procura-se Amy), resolveu bagunçar o coreto dos Estados Unidos com seu Dogma.

É a história de dois anjos caídos (Ben Affleck e Matt Damon, Gênio Indomável) que, na campanha publicitária para atrair devotos para um bispo moderninho (George Carlin, Car Wash), encontram uma brecha para voltar aos céus. Mas, caso o desejo dos anjos se concretize, o universo se desintegra. Para evitar o apocalipse, chegam à terra o anjo Metatron (Alan Rickman, Robin Wood) e o apóstolo negro Rufus (Chris Rock, Um Tira da Pesada 2) para encontrar Bethany (Linda Fiorentino, Depois de Horas), descendente direta de Jesus. Azrael (Jason Lee, Procura-se Amy), entidade demoníaca, tenta bloquear os esforços dos heróis, e Serendipity (Salma Hayek, Um Drink no Inferno) inspira todos a buscar um final feliz, quando Deus (na pessoa da cantora Alanis Morissette, que entra muda e sai calada) baixa na Terra e resolve a parada. Irreverente? Iconoclasta? Sim, Dogma é tudo isso, mas é também muito divertido e certamente não resultará em condenação divina para seus artistas.
Toda blasfêmia será perdoada

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