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Revelação - Janaína Lince
Musa cosmopolita
A atriz ganha destaque em Celebridade, foi criada na Suíça,
fala três idiomas e vira garota-propaganda da sul-africana
Anglogold, a maior empresa em negócios de ouro do mundo

Cecília Maia

 
Felipe Barra
“A vontade de conhecer meu País era muito forte. Nunca tinha
visto um Carnaval e nem conhecia o meu povo, por isso vim”, diz
Janaína, que saiu do Brasil com dois anos e só voltou aos 18

Nos últimos dias, Zaíra, a secretária eficiente, de Celebridade, mostrou seu outro lado. A doce executiva se transformou na maliciosa espiã que investiga a malvada Laura (Cláudia Abreu) para Maria Clara Diniz (Malu Mader). Ela será mais do que cúmplice na derrocada final da vilã da novela das oito da Globo e terá maior participação no horário nobre. “Estou adorando trabalhar com tanta gente consagrada, como a Malu Mader, por exemplo. Tenho aprendido mais a cada gravação”, diz a jovem atriz Janaína Lince, que interpreta seu segundo papel na tevê. O primeiro foi o da estudante Jô de O Anjo Que Caiu do Céu.

Na vida real, Janaína, 25 anos, também vive momentos especiais. Além do sucesso de sua personagem, e do reconhecimento do público, ela acaba de ser escolhida a Garota Ouro do segundo concurso de designer de jóias no Brasil promovido pela maior empresa em negócios de ouro do mundo, a sul-africana Anglogold. “Fiquei muito orgulhosa com o convite”, exclamou. E foi escolhida por alguns motivos: é negra, bonita, fala três idiomas (alemão, inglês e português) e tem uma carreira internacional. É isso mesmo. A vida profissional de Janaína não começou agora.

Ela colocou o pé na estrada aos 12 anos de idade. Começou como modelo na Suíça, onde chegou a ter um programa semanal de entrevistas na tevê voltado para adolescentes e desfilou para Jean-Paul Gautier, Versace, Kenzo e Ana Mollinari. Para completar, desde 1998, quando voltou para o Brasil, passou a se dedicar exclusivamente à carreira de cantora. Janaína faz o vocal e a percussão na banda Afonjah, comandada pela mãe, Márcia Lince, e pelo padrasto, Valdi Afonjah. “A gente toca um tipo de música pop, moderna, mas totalmente black”, explica a jovem que, entre outros instrumentos, toca o tambor de gonguê. Janaína agora se prepara para gravar um disco solo.

Tudo isso aconteceu porque Janaína foi morar em Zurique, na Suíça, aos dois anos de idade, quando sua mãe foi para a Europa tentar a carreira de cantora. Lá cresceu e foi alfabetizada nas línguas locais até se tornar modelo. A mãe voltou para o Brasil, quando ela tinha 15 anos. Apesar de jovem, ela ficou. Morou sozinha até não agüentar mais de saudades, aos 18 anos. “A vontade de conhecer meu País também era muito forte. Eu nunca tinha visto um Carnaval e nem conhecia o meu povo, por isso vim”, diz.
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