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Novela
Metarmophoses
Com técnica apurada, projeto da produtora Casablanca
com a Rede Record tem armas para lutar pela audiência

Marina Monzillo


Fotos: Divulgação
Joanna Fomm e Tallyta Cardoso
em Metamorphoses:
11 pontos
de média na estréia, no domingo 14

As cenas iniciais de Metamorphoses, o ousado projeto de teledramaturgia da produtora Casablanca que a Rede Record estreou no domingo 14, levantou uma dúvida entre os desavisados: era novela ou filme?

Gravada em digital, que dá o aspecto de pelí-
cula às imagens, e com uma fotografia capri-
chada, a produção é bem-cuidada. Além do visual, também a trilha sonora é de bom gosto. Nesses aspectos, se vê claramente o investimento de R$ 120 mil por capítulo.

Mas existem pontos fundamentais de um folhetim que não são garantidos apenas com investimento financeiro e, aí, Metamorphoses peca. A história – que gira em torno de uma clínica de cirurgia plástica, cujas proprietárias se envolvem com a máfia japonesa – é uma trama policial que pode deslanchar, mas vai precisar temperar bem as pitadas de suspense, drama e sensualidade. Com pouca ação e curtos diálogos, o primeiro capítulo pareceu um tanto lento, mas fez questão de apresentar uma apimentada cena de sexo. O elenco é irregular: tem atores muito bons, como Lígia Cortez e Gianfrancesco Guarnieri, e outros bem fracos.

Metamorphoses possui armas para brigar pela audiência – na estréia, conseguiu 11 pontos de média, o dobro do que a Record costumava ter no horário, quando concorre com Domingo Legal e Domingão do Faustão. Mas será capaz de fazer com que o telespectador, acostumado desde sempre com o formato da teledramaturgia global, goste de um novo jeito de fazer novelas? Pantanal, no início dos anos 90, conseguiu. É possível acontecer de novo. Metamorfose das novelas