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Alberto Santos-Dumont: personalidade sensível, idealista e inventor extraordinário

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Biografia
Asas da Loucura
Carinho e rara competência no livro do
americano Paul Hoffman sobre Santos-Dumont

Marina Monzillo

 

A figura de Alberto Santos-Dumont, de chapéu panamá e colarinho alto, sempre despertou a simpatia dos brasileiros.
Mas, assim como a denominação “pai da aviação”, a imagem
dá uma idéia vaga de quem foi esse homem extraordinário, inventor fabuloso e idealista.

Asas da Loucura (Objetiva, 341 págs., R$ 41,90) é um retrato feito com rara competência e carinho por Paul Hoffman, americano que, como a maioria nos Estados Unidos, nunca tinha ouvido falar em Santos-Dumont até um amigo, recém-chegado do Brasil, lhe dar a dica. Experiente pesquisador – ele foi diretor da Enciclopédia Britânica –, embarcou numa viagem às terras brasileiras e também à França para narrar desde o seu nascimento em Minas, em 1873, até seu suicídio, em 1932.

Hoffman conseguiu captar e transmitir a personalidade sensível e romântica de Santos-Dumont, e seu livro é delicioso de ler. Ele conta, por exemplo, que, em Paris, o inventor costumava convidar os amigos – como Gustave Eiffel e a princesa Isabel – para “jantares aéreos”. A mesa e as cadeiras eram suspensas por cabos presos ao teto, assim os convivas podiam imaginar como era estar em uma máquina voadora. Ele lembra também o episódio em que o joalheiro Louis Cartier criou o relógio de pulso especialmente para Santos-Dumont, que, com isso, podia calcular seus tempos de vôo sem tirar as mãos dos controles.

O escritor esclarece a disputa sobre a invenção do avião. Ele defende que Santos-Dumont é o verdadeiro criador porque buscava a liberdade do homem. Os irmãos Wright, ao contrário, tinham apenas intuito financeiro e sempre se aproximaram de militares para que financiassem seus projetos.
Um vôo romântico