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Suspense
Na Companhia do Medo
O que a oscarizada Halle Berry está fazendo num filme fraco como este?

Shirley Paradizo

 
Divulgação
Halle Berry em Na Companhia do Medo: Mathieu Kassovitz erra a mão neste suspense com seqüências forçadas e reviravoltas absurdas
À primeira vista, Na Companhia do Medo contém todos os ingredientes que uma produção do gênero precisa para ser um sucesso: um elenco estelar (que inclui Halle Berry e Penélope Cruz), um diretor entendido no assunto (o francês Mathieu Kassovitz, do ótimo Rios Vermelhos) e a promessa de uma história de fantasmas de arrepiar. Infelizmente não é o que acontece. A receita só funciona durante cerca de 30 minutos de exibição.

Após uma sessão com uma paciente que afirma ser molestada por fantasmas (a pior interpretação de Penélope, por incrível que pareça), uma psicóloga (Halle Berry) dirige para casa numa tempestade, depara com uma mulher seminua na estrada e acorda como paciente de uma instituição para doentes mentais. Segundo os médicos, ela cometeu um crime e não se lembra.

A partir daí, acabam-se os sustos e as surpresas, e a história desanda. Kassovitz torna a trama um emaranhado de seqüências forçadas e repleta de reviravoltas absurdas para enganar o espectador. Nem mesmo a presença de Halle Berry camufla o enredo medíocre e mal desenvolvido. É triste ver a ganhadora de um Oscar merecido por A Última Ceia num filme como este. Dá medo