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Televisão
Cara de anjo, atriz provocante
No ar em Um Só Coração, Amanda Lee conta como enganou
o pai para estudar teatro e diz que seu namorado,
o ator Rafael Calomeni, não vê suas cenas picantes

Nina Arcoverde Mansur

 
André Durão
Ela participou de concursos de beleza na adolescência: “Era uma brincadeira gostosa, que me rendeu prêmios legais, como uma televisão e jóias”, diz Amanda

Há sete anos, Amanda Lee pediu autorização do pai, o fiscal aposentado Antônio
Mendes, hoje com 72 anos, para ser atriz. O sonoro não que ouviu dele, porém, não a fez desistir de seu sonho. Por dois meses, Amanda o enganou, dizendo que freqüentava um cursinho preparatório para o vestibular de Direito quando, na verdade, usava o dinheiro que ele lhe dava para pagar as aulas de teatro na Casa de Artes de Laranjeiras (CAL), no Rio. “Até que um dia ele foi me buscar de surpresa no cursinho e descobriu que eu não estava matriculada. Meu pai ficou possesso e parou de falar comigo”, lembra Amanda, que atualmente interpreta sua segunda personagem em minisséries, a chapeleira Moema
de Um Só Coração.

Enquanto ficou estremecida com o pai, Amanda, 25 anos, poderia ter desistido. Ela, que perdera luxos como uma ajuda de custo e o carro da família, driblou a falta de dinheiro ao se empregar como vendedora numa loja de um shopping na zona sul do Rio. Durante um ano a atriz se desdobrou entre as aulas de interpretação, o expediente na loja e pequenos trabalhos como modelo, uma experiência que começou por acaso. “Um amigo me chamou para fazer um teste para um clipe do cantor Baby Face e fui aprovada”, conta a atriz, que relutava em tentar a carreira porque não queria emagrecer. “Não queria isso. O meu objetivo era continuar no teatro.”

A participação no clipe de Baby Face deflagrou uma série de convites para comerciais, principalmente para o Exterior. Amanda posou para marcas americanas de xampu – os longos cabelos lisos agradavam aos produtores – e estrelou uma campanha para uma grife de roupas da Dinamarca. A desenvoltura da atriz surgiu na adolescência, quando era levada pela mãe para participar de concursos de beleza. Dos 12 aos 16 anos, obteve boas colocações em competições como musa de clubes espalhados pelo Brasil, Miss Rio de Janeiro e o Garota de Ipanema. “Era uma brincadeira gostosa, que me rendeu prêmios legais, como uma televisão e jóias.”

Amanda estreou na tevê como a índia Luzia de A Casa das Sete Mulheres. Suas primeiras aparições na minissérie surpreenderam o público. Ela foi responsável por algumas das cenas de sexo mais fortes da trama, ao lado de Dado Dolabella e Bruno Gagliasso. Já em Um Só Coração, sua personagem foi estuprada pelo coronel Totonho (Tarcísio Meira) logo na primeira cena da atriz na atração. Amanda, no entanto, não tem medo de ser rotulada. Diz que o namorado, o ator Rafael Calomeni, é um de seus maiores incentivadores. Mas entrega que ele prefere não assistir a suas cenas de sexo. “Ele diz que não assiste. Acho que ter ciúmes é normal, mas Rafa sabe que as cenas têm conteúdo, não são gratuitas”, diz ela. Rafael dá a sua versão: “Ser atriz é um sonho da Amanda. Realmente, não me sinto à vontade, mas a respeito porque não existe nada pior do que um companheiro que reclama do trabalho do outro”, explica Calomeni.

A história de amor do casal começou há quase três anos, quando eles se
conheceram num curso de teatro. No primeiro ano de namoro, não se desgrudaram, mas tempos depois passaram por uma crise e romperam. A separação durou pouco: cinco meses. “Esse tempo separado deu gás para a gente fortalecer a relação”, afirma Amanda.
A atriz diz que o período de separação a amadureceu. Hoje, ela faz ioga duas vezes por semana e acredita que a prática a ajudou a encontrar o equilíbrio. “A ioga me deixou mais concentrada. Tenho que cuidar do meu espírito”, diz ela, que ainda tem aulas de literatura, interpretação e canto.
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