Veja também outros sites:
 
   
Reportagens
   

Especial
Eles vão para Hollywood
Como Cidade de Deus, que teve quatro indicações para o Oscar, mudou o
destino de quem trabalhou nele

Luís Edmundo Araújo, Rodrigo Cardoso
e Nina Arcoverde Mansur

 
Divulgação
“O filme mudou a vida de muita gente, estimulou esses
meninos a levar as coisas mais a sério”, diz Guti Fraga,
do grupo Nós do Morro, berço artístico de Cidade de Deus

Não é somente com números que se pode medir o sucesso de Cidade de Deus.
Mais do que as quatro indicações ao Oscar (para direção, fotografia, montagem e roteiro adaptado), que alçaram a produção à condição de maior representante do Brasil na história da principal festa do cinema – ou a significativa marca de 1 milhão de espectadores no concorrido mercado norte-americano, onde está em cartaz há 55 semanas – o filme de Fernando Meirelles teve a força de mudar destinos, a começar pelo dele. Para os indicados
ao Oscar, a projeção que o filme teve e terá abre de imediato mais oportunidades de trabalho, sobretudo no Exterior, algo impensável para profissionais brasileiros anos atrás. Meirelles e o diretor de fotografia César Charlone começam a trilhar uma carreira internacional. Ao lado do cineasta Walter Salles, o montador Daniel Rezende também alça vôos lá fora. O roteirista Bráulio Mantovani dá início a mais uma parceria com Meirelles e acredita que novas propostas surgirão. Para os atores de Cidade de Deus, a maioria jovens humildes oriundos da favela, a vitória já aconteceu. Jonathan Haagensen, Darlan Cunha e Douglas Silva, entre outros, seguem o curso do sucesso. Leandro da Hora, o Zé Pequeno, além de ator, decidiu ser biólogo. Seu Jorge filma em Roma uma produção da Disney. “O filme
mudou a vida de muita gente, estimulou esses meninos a levar as coisas mais a sério”, diz Guti Fraga, criador do
grupo Nós do Morro, berço artístico de Cidade de Deus.
“O importante é que eles perceberam que podem sonhar.”
Comente esta matéria