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Diversão & arte - Televisão
   
Divulgação

Ana Paula Arósio
e Érik Marmo em
Um Só Coração:

ele não convence

Minissérie
Um Só Coração
Diálogos e atuações frustram na superprodução
que comemora os 450 anos de São Paulo

Marina Monzillo

 

Não são poucos os telespectadores que esperam ansiosamente pela minissérie global apresentada a cada início de ano. Produções bem-cuidadas, de alto conteúdo histórico e cultural, elas são “televisão de arte para um grande público” na concepção de Maria Adelaide Amaral, que, junto com Alcides Nogueira, assina Um Só Coração, iniciada no último dia 6.

Criada em homenagem aos 450 anos de São Paulo e dirigida
pelo núcleo de Carlos Manga, a história conta a trajetória cultural da cidade, desde a Semana de Arte Moderna em 1922 até 1954, quando a capital está estabelecida como grande metrópole. Usando da interessante estrutura que mescla ficção e realidade, a trama tem como protagonista Yolanda Penteado (Ana Paula Arósio), socialite e mecenas das artes, que passeia pelas rodas de intelectuais como Mário de Andrade, Oswald de Andrade e Assis Chateaubriand.

Mas, para criar uma obra de arte, seja ela televisiva ou não, obviamente é preciso uma técnica apurada. E é aí que Um Só Coração está pecando. Seu tema, cenários e figurinos são perfeitos, mas os diálogos e a direção de elenco frustram.

São vários os parafusos soltos na engrenagem. Érik Marmo, carioquíssimo e inexperiente, não convence como Martim, par romântico de Yolanda. Num esforço pelo didatismo, os personagens reais se tratam por nome e sobrenome. Eles também, sempre que possível, proferem algumas de suas
frases e até trechos de poemas que ficaram famosos, em
meio a uma conversa informal. Mais artificial, impossível.
Coração descompassado