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Otavio Frias Filho:
salto de pára-quedas
e atuação numa peça

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Reportagem
Queda Livre
Otavio Frias Filho mistura informação e
depoimento em sete situações de risco

Mariane Morisawa

 

Ensaios de risco. É assim que Otavio Frias Filho, diretor de redação do jornal Folha de S. Paulo, define os sete textos publicados em Queda Livre (Companhia das Letras, 288 págs., R$ 37). Ele se propôs a investigar e relatar suas experiências enfrentando situações de risco ou consideradas tabus pela sociedade e por si próprio. Saltou de pára-quedas apesar de seu pavor de aviões, foi ao Acre para tomar ayahuasca, o chá do Santo Daime, mergulhou no oceano a bordo de um submarino, entrou no palco numa peça de teatro, fez a caminhada de Santiago de Compostela mesmo sem acreditar em Deus, pesquisou as relações entre casais num clube de swing e trabalhou como voluntário no Centro de Valorização da Vida.

Como em toda obra formada por vários episódios, é um livro irregular. De tom mais sério aqui, mais engraçado ali, mais profundo acolá. O capítulo de abertura, por exemplo, não vai tão fundo na experiência do salto de pára-quedas, mas tem um texto delicioso. Em outros, o resultado é mais completo. “Casal procura” mostra a apimentada vida sexual secreta de casais aparentemente caretas. Em “Viagem ao Mapiá”, o autor equilibra a história do Santo Daime, como vivem seus seguidores e também sua experiência com o chá alucinógeno. É essa mistura de reportagem e depoimento que torna Queda Livre irresistível. Queda para o alto