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Divulgação

Em Nome de Deus: melhor filme no Festival de Veneza de 2002

Drama
Em Nome de Deus
Abuso do sentimentalismo em longa
sobre maus tratos em convento

Alessandro Giannini

 
   

Escolhido melhor filme no Festival de Veneza de 2002, Em
Nome de Deus
não teve o mesmo impacto em sua carreira comercial nem diante da crítica internacional, apesar de um início de polêmica com a Igreja Católica. Estréia do ator Peter Mullan na direção de longas, o filme conta a história verídica
de três jovens irlandesas enviadas pelas suas famílias a um convento, o Magdalene Sisters Asylum, onde moraram e trabalharam sob um regime semelhante ao de uma penitenciária para criminosos de alta periculosidade.

É um drama pesado e emotivo sobre mulheres que, de vítimas, foram transformadas em culpadas de pequenas tragédias familiares. Margaret, Bernadette e Rose (respectivamente Anne-Marie Duff, Nora-Jane Noone e Dorothy Duff) não transgrediram, não agrediram. Mas o fato de serem mulheres
em uma sociedade patriarcal, religiosa e extremamente conservadora fez com que se tornassem párias. Além de
serem mandadas para longe por seus pais e mães, elas viveram como criminosas, sob o comando de uma madre superiora autoritária e violenta.

Peter Mullan converte histórias verdadeiras do internato que se manteve em funcionamento até 1996 em completas tragédias. Carrega nas tintas em fatos que são terríveis por si sós, abusa do sentimentalismo para conquistar a atenção. Desconfia tanto do material que tem em mãos quanto da capacidade do público de entendê-lo. É um defeito e tanto para um filme que se sustentaria nos fatos e nas atrizes. Exagerado