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Olga, dirigido por Jayme Monjardim, é uma das grandes apostas de 2004

Foco / Cinema brasileiro
2004 será tão bom quanto 2003?

Mariane Morisawa

 
   

O ano de 2003 foi histórico para o cinema brasileiro, que alcançou 22 milhões de espectadores, cerca de 20% do mercado. E 2004, terá o mesmo fôlego? O começo foi anima-
dor. Já no dia 1o de janeiro, Sexo, Amor e Traição, dirigido por Jorge Fernando, marcou a melhor média para um filme brasileiro desde a retomada. Em três dias, fez 260 mil espectadores – juntando as pré-estréias, chegava a quase 400 mil. Isso já bastou para alegrar o mercado. “Vai ser entre ótimo e excelente. O dia 1º de janeiro deu o tom. Há uma série de
filmes de bom potencial”, diz Bruno Wainer, da Lumière.

O ano passado alcançou o público principalmente por concen-
trar lançamentos de peso, como Carandiru (4,6 milhões de espectadores), Lisbela e o Prisioneiro (3,1 milhões) e Os Normais – O Filme (2,9 milhões). Em 2004, talvez eles não
sejam tão numerosos, mas há produções que geram muita expectativa, como Olga, de Jayme Monjardim, e Cazuza, de Sandra Werneck e Walter Carvalho. Há também O Casamento de Romeu e Julieta, de Bruno Barreto, além de, provavelmente, novos filmes de Renato Aragão e Xuxa.

O mercado espera que haja mais filmes médios, que fazem
entre 300 mil e 700 mil espectadores. Em geral, ou as produ-
ções nacionais têm pouco público ou estouram. São raros
filmes como O Homem Que Copiava, de Jorge Furtado, que passou dos 600 mil espectadores.

A paralisação da captação de recursos, por causa da mudan-
ça de governo, atrapalhou um pouco, mas, como vários programas de fomento foram anunciados no final de 2003,
as perspectivas melhoraram. A Ancine liberou verbas, o
BNDES distribuiu R$ 15 milhões para 41 filmes, a Petrobras
deu R$ 4,8 milhões para distribuição.

Ninguém pode prever se isso vai resultar na manutenção
dos 20% do mercado, marca rara no mundo todo, dominado
pelo cinema americano. Mas o cinema brasileiro pode ter alcançado um novo patamar.