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27/10/2003

   
 
Felipe Barra

 

Carreira
Locomotiva da esplanada
A atriz e escritora Érica Stockholm era a
Ana Maria Braga do Peru, antes de
desarmar o coração do ministro da Defesa
José Viegas, de quem quer engravidar

Cecília Maia

 
Arquivo Pessoal
Viegas e Érica no dia do casamento:
“Gostei dele à primeira vista”, diz ela

Numa manhã, logo no início do governo Lula, o telefone tocava insistentemente na ante-sala do gabinete do ministro da Defesa, José Viegas, 65 anos. A secretária se desculpava explicando que ele pedira para não ser interrompido. Somente no final da tarde, quando o ministro enfim encontrou tempo para falar ao telefone, Érica Stockholm, 34 anos, perguntou ao marido: “Eu só queria perguntar se posso quebrar o alto da parede do lado esquerdo da sala para abrir uma janela?”. Diante da negativa, por se tratar de uma residência oficial, ela apenas lamentou: “Agora é tarde. A janela já está lá”.

A história virou piada entre o casal e faz os amigos mor-
rerem de rir. Até porque quem conhece Érica sabe que
ela é alegre, falante e ansiosa o suficiente para fazer na
hora as coisas que lhe vêm à cabeça. Bem diferente do
estilo sisudo do ministro da Defesa, que sorriu pela primeira vez em público, no teatro, na terça-feira 14, durante a apresentação de Maria Júlia e a Árvore das Galinhas. A pe-
ça, montada pelo grupo de teatro Nando e Néia, marcou o lançamento na versão em português do livro homônimo escrito por Érica, já lançado no Peru, sua terra natal. Atriz, no palco ela foi o pintinho amarelinho e convidou a mais recente amiga de poder, a também atriz e mulher de minis-
tro, Patrícia Pillar, para narrar a história, como a dona passarinha. “Foi a primeira vez que vi a Érica no palco”,
disse um sorridente Viegas com um saco de pipoca na
mão. “Acho que foi muito bom.”

Falha do maridão. Além de atriz, a peruana de sobrenome dinamarquês escreve histórias infantis – está com um livro de contos quase pronto – e é também apresentadora de tevê. De tão famosa no Peru, não pode andar por Lima sem ser assediada. Antes de se casar com o embaixador brasileiro,
há três anos, apresentava um programa de duas horas diárias ao estilo Ana Maria Braga. Começou em televisão ainda adolescente, aos 16 anos, nas novelas e depois fez participações no teatro. A breve carreira foi interrompida
no início dos anos 90, quando o ex-presidente Alberto Fujimori assumiu o governo. “A situação política complicou
a vida dos artistas e eu não tinha mais trabalho”, conta. Arranjou emprego, então, como aeromoça na American Airlines. “Nos cinco anos que estive lá, viajei muito. Conheci praticamente o mundo todo.”

Aos 23 anos, casou-se com um comerciante com quem teve uma filha, Ivana, de 8 anos. Tempos depois adotou outra, Helen, hoje com 7 anos. Para cuidar das filhas, largou a vida de viajante e voltou a atuar. “Tive que recomeçar. Entrei para um curso de arte dramática e participei de todos os testes em teatro e tevê da época.” Divorciou-se do marido ciumento e tanto batalhou que se tornou apresentadora de um importante telejornal noturno. “Eu trabalhava muito, não tinha mais vida.” Cansada da falta de diversão, um dia ligou para uma velha amiga que a chamou para um jantar de diplomatas. “Aqui só tem um solteiro, o embaixador do Brasil”, sussurrou a amiga no início do jantar. “Mas não vou te apresentar, ele é muito sério e velho para você.”

Ledo engano. Ao ver o embaixador, Érica não resistiu. “Gostei dele à primeira vista. Achei-o elegante, firme, decidido. Fomos apresentados, conversamos e daquele jantar saímos juntos, antes dos outros. Todos perceberam, fiquei constrangida”, lembra. Dois meses depois passaram férias em Fernando de Noronha. “O lugar era lindo, ele pôs máscara, mergulhou, fez peripécias. Fiquei encantada”, conta rindo, porque Viegas nunca mais fez tais estripulias. Um ano mais tarde ela passou à condição de embaixatriz. “Era estranho: eu representava o Brasil em meu próprio país”, brinca. De lá seguiram para a Rússia, onde o idioma era uma barreira. “Fui para a universidade estudar russo. Quando pendurei o último quadro na parede, ele chegou em casa e disse: ‘Vamos para o Brasil, fui convidado para ser ministro’. Tive raiva, afinal já estava começando a aprender aquela língua dificílima.”

Chegar ao Brasil foi como chegar em casa. A adaptação foi rápida. Érica logo fez amigos e gosta de reuni-los em casa. Freqüenta almoços e jantares com o marido e recentemente voltou a escrever. “Ele gosta que eu me ocupe, sabe que assim fico feliz”, diz ela, sobre Viegas. Durante o dia também exerce as funções de mãe: leva e busca as filhas na escola e nos cursos extras. Ela acompanhava as filhas na equitação, mas desde o mês passado parou. “É que agora quero engravidar”, avisa, pronta para uma nova empreitada.

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