03 de janeiro de 2000
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O primeiro tropeço da Rede TV!

Foto: Edu Lopes

A recém-nascida Rede TV! vive seus primeiros momentos de turbulência. Numa jogada agressiva, enxuga quatro de seus programas, extingue o TV Fama e corta funcionários. Nada mais natural, segundo o superintendente artístico e de programação do canal, Rogério Gallo. Para ele, conseqüência de excessos que se mostraram preciosos durante a fase de implantação da tevê e descartáveis após sua estréia.

"Nós não teríamos colocado a Rede TV! no ar em quatro meses, se não fosse pela equipe abundante de funcionários", diz Rogério Gallo. Depois do corre-corre da estréia, com os programas montados e as tarefas otimizadas, sobrou mão-de-obra - ou faltou dinheiro, dependendo do ponto de vista.

Uma rápida comparação com os concorrentes seria suficiente para detectar os exageros nos programas. O SuperPop, de Adriane Galisteu, por exemplo, começou com equipe de 40 pessoas, quatro vezes mais do que a do Programa Livre e mais do que o dobro da equipe do H. Atualmente está reduzida à metade.

O extinto TV Fama, apresentado por Mariana Kupfer, também esbanjava recursos: só de repórteres, nove pessoas. Era o programa mais caro da emissora, não tinha perspectiva de se pagar e ainda por cima dava traço no Ibope. TV Fama foi transformado em um quadro de dez minutos - por enquanto órfão de apresentador -, transmitido dentro do feminino A Casa É Sua.

"Nossa intenção é reforçar o feminino e resgatar a proposta inicial de ele ser um programa de fofoca", diz Rogério Gallo, que planeja inclusive um colunista social para assumir o lugar de Kupfer. A ex-apresentadora responde à demissão rejeitando a nova versão do programa. "Não é a minha cara criar inimigos pela cidade fazendo fofoca", diz. Não esconde, no entanto, sua decepção. "Foi uma pena ter terminado, culpa de uma esquizofrenia por dinheiro e audiência", completa. Rogério Gallo discorda. "O TV Fama não tinha potencial para cobrir sua folha de pagamento", diz. "Além de caro, era elitizado, sem apelo de audiência".

Os moldes popularescos do novo TV Fama podem parecer atraentes aos olhos do departamento financeiro da emissora, mas contradizem os esforços da Rede TV! na busca de uma programação qualificada. O programa infantil Galera da TV, por exemplo, deixou de veicular desenhos animados por serem de baixa qualidade e ficou restrito à teledramaturgia. "Os desenhos estavam estragando", diz Gallo. O superintendente de jornalismo da emissora, Alberico de Sousa Cruz, diz ter feito sua opção. "Aprendi com o Boni a não acompanhar Ibope. O jornalismo ainda não está como deveria e vai se aprimorar devagar", garante.

As mudanças da Rede TV! não param por aí, o que não quer dizer que as turbulências continuam. A próxima alteração, na verdade, está prevista desde a estréia da emissora, há um mês. A apresentadora de A Casa É Sua, Valéria Monteiro, está saindo do programa para assumir seu verdadeiro cargo: correspondente do jornalismo em Nova York. Em fevereiro, uma nova profissional - ainda não definida - assume as câmeras. Só nos próximos capítulos será possível saber mais sobre o fôlego financeiro da Rede TV!.

Gabriela Mellão

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