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15/09/2003

   

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Fé na cura
continuação

 

A cantora Mara Maravilha, 35, diz que foi curada há oito anos, sem remédio, de um cisto no ovário. “Tinha o tamanho de um ovo”, diz ela, evangélica desde então. Mara conta que, durante a semana em que deveria tomar os medicamentos para tratar o cisto que a fazia correr o risco de perder o ovário, preferiu fazer um voto de fé, numa igreja evangélica. Como parte da provação, foi vestida com um pano de um saco grande. “Ofertei minha vida a Jesus. Meu ovário, hoje, é rosado, como o de um bebê.”

O infectologista Adalto Coelho, 50 anos, professor do Departamento de Medicina da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) condena o ato de Mara. “Atendi quatro casos muito tristes de pacientes HIV positivo que pararam de tomar o remédio depois que o
pastor deles citou um trecho da Bíblia e disse que, se tivessem fé, podiam se curar
sem medicamento. Foram parar na UTI, quase morreram e um deles teve pneumonia, hemorragia cerebral, está de cama até hoje e com dificuldades de locomoção”, relata Adalto. “Não creio em Deus. Mas acho a fé positiva, como sinônimo de disposição de
se ajudar, de vontade de viver.”

Opinião semelhante é compartilhada pelo cardiologista do Incor, Roque Savioli. “Um
doente jamais pode deixar de tomar remédio e apenas ir à igreja”, afirma. “Acredito
em milagre. Mas ele não é só a recuperação do órgão. O mais importante é a cura
espiritual, da alma, a transformação da pessoa doente.” Foi o que aconteceu com o roqueiro Rodolfo Abrante, 30 anos.

Evangélica que dispensou o remémio
Piti Reali
Mara tornou-se evangélica, deixou de tomar remédio
para tratar um cisto no ovário e credita a cura à fé
"Faz oito anos que me converti à religião evangélica. Era uma católica esotérica. Ia à missa, mas acendia meu incenso, acreditava em várias superstições, batia três vezes na madeira. Cada hora, tinha problema de saúde, como um tímpano furado, ou o joelho, que quase tive de amputar depois de um acidente com um cavalo. Também estava viciada em remédio, moderadores de apetite. Queria ficar magra, dopada mesmo, e tomava mais de dez por dia. Era uma droga. Tive um cisto do tamanho de um ovo no ovário. Corria o risco de perder o ovário e frustrar um grande sonho de ser mãe, que ainda vou ser. Depois de muita relutância, fiz um voto para me curar desse problema. Se me curasse, me tornaria evangélica do senhor Jesus. Meu ovário é rosado, de bebê. Não sou contra a medicina tradicional. Tomo remédio, como para sinusite, broncopneumonia. Não sou desequilibrada, mas o maior remédio é a fé. E ela curou a minha alma."
Mara Maravilha, 35 anos, cantora

Ex-vocalista dos Raimundos, banda de sucesso nos anos 90 que trazia em suas letras palavrões e referências a sexo e drogas, Rodolfo vendeu aproximadamente dois milhões de discos com os Raimundos, ganhou um bom dinheiro, mas diz que não tinha paz. No início de 2001, tornou-se evangélico e, em junho do mesmo ano, deixou a banda. “Estava muito drogado, brigando dentro de casa, distante da minha família”, lembra.

Atual líder da banda Rodox, o roqueiro se converteu com a idéia de deixar para trás
tudo o que lhe fazia mal. “Meu negócio era maconha, que fumava desde os 15 anos,
todos os dias, o dia inteiro. Às vezes, tomava ácido, cheirava (cocaína), tomava ecstasy. Minha saúde estava destruída”, conta. “Hoje, larguei as drogas, cuido da minha alimentação, me exercito e exercito meu espírito. Tenho muito mais amor pelas pessoas, pela minha esposa, pelo meu filho, pelos meus pais. Fui curado pela fé. Se não tivesse
me convertido, com certeza estaria debaixo da terra.”

Evangélico e longe das drogas
Divulgação
Rodolfo fumava maconha
todos os dias, desde os 15
anos. “Se não me convertesse,
estaria debaixo da terra”, diz
"Minha conversão não aconteceu quando eu saí dos Raimundos, como disseram. Tinha me convertido seis meses antes (início de 2001). Minha família é católica daquele jeito (não-praticante) e eu já tinha lido trechos da Bíblia, mas não entendia nada. Sem o Espírito Santo você não entende nada. Minha conversão aconteceu quando umas irmãs foram convidadas para uma campanha de oração na minha casa. Aos olhos das pessoas parecia que estava tudo bem. Mas eu acordava, fumava maconha, não tinha nada para fazer. Comia o que tivesse em casa, não tinha cuidado com a saúde, não me importava com nada, com ninguém. Simplesmente estava de corpo presente nos lugares, não tinha atitude nenhuma para dizer sim e nem não. Muitos acham que droga é um caminho sem volta. É uma grande mentira. Todo mundo tem a chance. Deus está aí para salvar a gente." Rodolfo Abrantes, 30 anos, cantor

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