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15/09/2003

   

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Fé na cura
continuação

 

Adepta do budismo desde 1992, a atriz Silvia Pfeifer, 45 anos, acredita na autocura
por meio de pensamentos positivos. Está, inclusive, participando de um curso visando
um trabalho mental que a poupe de sofrimentos. Silvia convive com a síndrome do pânico
há 20 anos. O que a deixa propensa a crises são a insegurança e o desconforto de não
se sentir em seu habitat, como em viagens e no trânsito. Há 15 anos, ela teve um crise dentro de um túnel, enquanto dirigia. “Larguei o carro e falei para o motorista ao lado:
‘por favor, leva meu carro. Eu vou parar uma moto para me tirar daqui porque estou
tendo um treco’. Saí de lá na garupa de uma motocicleta”, lembra.

O budismo, nessa época, ainda não fazia parte da vida da atriz. Hoje, o exercício da respiração, um princípio do Kun Nye, que é uma prática do budismo tibetano, a auxilia
nos episódios de síndrome do pânico. Em maio passado, Silvia teve uma crise, em São Paulo, subindo a escada do avião que a levaria para o Rio. Ela lembra de sentir uma
onda se aproximando, as pernas tremerem, o coração disparar e as mãos ficarem geladas. “A primeira coisa que fiz quando estava passando mal foi colocar a ponta da língua no palato, logo atrás dos dentes, e respirar pelo nariz e boca ao mesmo tempo. Fazendo
isso durante três minutos já me sinto melhor”, diz. “E me acalmei, tanto que fiquei
no avião até ele levantar vôo.”

O teólogo Silas Guerriero, professor do Departamento de Teologia e Ciência da Religião
da Pontifícia Universidade Católica (PUC), ressalta a eficácia simbólica da fé. “Toda enfermidade incomoda. Dependendo da forma como a pessoa constrói o universo de
como o corpo funciona e adoece, ela desenvolve sistemas médicos”, diz Silas. “Muitas vezes, o consultório médico, o ritual da consulta, o diploma do doutor na parede, a
roupa branca, tudo isso tem eficácia simbólica, sem dúvida auxilia no tratamento. É
algo profundo, mexe com o inconsciente.”

Budismo contra o pânico
Felipe Barra
A atriz conta que o exercício da respiração, uma prática do
budismo, a auxilia nas crises de síndrome do pânico. “Com
fé, a qualidade de vida muda para muito melhor”, diz Sílvia
"Tem um princípio do Kun Nye, que vem do budismo tibetano, que fala que a base de todo relaxamento é a respiração. Essa prática me ajuda nas crises de pânico. Normalmente quando estamos nervosos, com raiva, com uma crise de pânico, não respiramos controladamente. Sou adepta do budismo desde 1992, tenho uma aula por semana, durante duas horas faço exercícios do Kun Nye. A fé cura. E, se não curar totalmente, melhora muito uma pessoa. E o que a gente busca é uma melhor qualidade de vida. Se estiver escrito para eu morrer amanhã, não vai ter Buda que me salve, mas, sem dúvida, com fé, a qualidade de vida muda para muito melhor. No budismo, aprendemos a ser gentis com os outros e com nós mesmos. Não deixamos de sentir com os problemas, mas lidamos de forma diferente, conseguimos nos livrar daquele ranço. É evitar sofrimento." Silvia Pfeifer, 45, atriz

A ex-jogadora de vôlei e atual assistente técnica da seleção brasileira Ana Moser, 35, espírita desde 1995, lançou mão de simbologia semelhante à relatada pelo teólogo da PUC. Naquele ano, ela procurou um médium para realizar uma cirurgia espiritual no joelho direito. “Faltavam seis meses para a Olimpíada de Atlanta (1996). Não procurei (o espiritismo) esperando um milagre. Estava atrás de suporte, físico e espiritual”, diz ela.

Depois de tomar um passe, Ana foi levada para uma sala fechada e, vinte minutos
depois, sem gritos, dor, nem sangue, saiu, espiritualmente operada. “Foi usado em
mim um bisturi cego, que funciona mais como uma sugestão. É para teatralizar a
história e fazer a gente acreditar com mais facilidade. O que obtive foi uma
concentração maior de energia curativa.”

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