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18/08/2003

   
 
Marco Antônio Rezende
Café-da-manhã frugal
e fisioterapia no seu
último dia de vida
Marco Antônio Rezende
Com José Roberto (à esq.), Roberto Irineu e João Roberto
Leia mais
Roberto Marinho: condenado
ao êxito
Divulgação
O império dos Marinho
O que Roberto Marinho construiu a partir do jornal que herdou do pai:

TV Globo Ltda – Maior emissora da América Latina, atinge 99% das cidades brasileiras.
É formada por 115 estações, das quais
cinco são próprias
e 110 são afiliadas.

Globo.com

Sistema Globo de Rádio

Infoglobo – Jornais
O Globo
, Extra, Diário
de S. Paulo
e 50%
do Valor Econômico

Globopar – reúne as seguintes empresas, nas quais tem 100%: Globosat, Som Livre, Editora Globo. Detém ainda 90% da Gráfica Cochrane e participações minoritárias (menos de 50%) na Net Serviços e na Sky Brasil.

 

 

Memória
O adeus do Imperador
Os últimos momentos de Roberto Marinho, o jornalista que construiu as Organizações Globo, o maior grupo de comunicação do Brasil

Clique aqui para ver a galeria
de fotos com Roberto Marinho

Vivianne Cohen

 
TRAJETÓRIA DE UM HOMEM PODEROSO Apenas 21 dias
após a fundação de O Globo, em 1925, Irineu Marinho, pai
de Roberto Marinho, faleceu. Roberto (acima) só assumiu
o jornal em 1931, com 26 anos. Praticando pesca
submarina, um de seus hobbies e com o ministro
da Guerra, Arthur da Costa e Silva, em 1964

Faltavam alguns minutos para o meio-dia da quarta-feira 6. Ao acordar, Roberto Marinho, 98 anos, impressionara-se com o céu límpido que avistava do quarto, em sua casa, no Cosme Velho, zona sul do Rio. Após tomar café-da-manhã – um suco de laranja lima e uma fatia de mamão – o presidente das Organizações Globo iniciou a sessão de fisioterapia motora a que se submetia havia um ano, desde quando escorregou no banheiro e fraturou a perna direita. A sessão teve de ser interrompida cerca de vinte minutos depois. Roberto Marinho reclamava de um mal-estar. Rodeado por
um cardiologista, chamado para atendê-lo, um enfermeiro que o acompanhava havia um ano e pelo mordomo Edgar Peixoto, que trabalhava para ele há 19, o jornalista chamou por Lilly de Carvalho, sua terceira esposa e com quem se casou em 1989. Deitado na cama, Roberto Marinho tinha de um lado a mulher e do outro o mordomo. “Edgar, o que eu faço? Me tira dessa”, falou.

Foram suas últimas palavras. O jornalista foi internado no Hospital Samaritano, em Botafogo, zona sul do Rio, e não resistiu ao edema pulmonar provocado por uma trombose.
No dia seguinte, o velório em sua mansão reuniu 1.800 pessoas. Estavam lá o presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva, dois ex-presidentes, Fernando Henrique Cardoso e José Sarney, hoje presidente do Senado Federal,
o presidente da Câmara, seis ministros, cinco governadores, os prefeitos do Rio e de São Paulo, empresários e artistas como Fernanda Montenegro e Xuxa. Presenças que dimensionam a importância de Roberto Marinho, um homem que faz parte da história do Brasil. Nascido numa família modesta, o primogênito dos Marinho transformou em realidade o sonho de seu pai, Irineu, que fundara o jornal
O Globo em 1925, e deu início à construção de um império
de comunicação, que inclui uma das cinco maiores emissoras do mundo, a Rede Globo, o que o elevou à condição de uma das figuras mais poderosas do País.

No fim dos anos 90, o jornalista se afastou do dia-a-dia das Organizações Globo e delegou poderes em diferentes áreas a seus filhos, Roberto Irineu, 55, João Roberto, 49, e José Roberto, 47 – seu quarto filho, Paulo Roberto, morreu aos 19 anos num acidente de carro. Desde então, mantinha uma rotina caseira. Os passeios mais freqüentes incluíam passar a tarde na casa do Alto da Boa Vista ou uma viagem à mansão de Angra dos Reis, onde passou a última Semana Santa.

Entre seus passatempos prediletos estava assistir aos vídeos da época em que montava – ele foi campeão de hipismo. Também gostava de jogar paciência no computador e torcer pelo Flamengo, seu time de coração, pela televisão. Além do futebol, não perdia um capítulo da novela Mulheres Apaixonadas. “Dr. Roberto não deixava trocar de canal. Mesmo se estivesse passando um programa que não o agradava, gostava de ver o símbolo da Globo na tela”, conta o mordomo Edgar. A responsabilidade de continuar o lega-
do de Roberto Marinho agora está nas mãos de seu filho Roberto Irineu Marinho, que passa a ocupar o cargo de presidente das Organizações Globo.

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