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18/08/2003

   
 
Carol Feichas
Ithamara Koorax: “Nunca fiz show em Belo Horizonte ou Porto Alegre, o que para mim soa ridículo. Nunca fui convidada para um festival de jazz no Brasil”
O sucesso de Ithamara
ELEITA a quarta melhor cantora do mundo pela edição de dezembro da revista americana Down Beat, a bíblia do jazz.

ÚNICA brasileira contratada da Milestone, tradicional gravadora americana que reúne músicos como Chet Baker, Duke Ellington e Isaac Hayes.

LANÇOU sete discos solo e participou
de mais de 60 compilações,
trilhas sonoras, songbooks e remixes.

TRÊS indicações
para o Grammy e mais de dez prêmios internacionais foi o que conseguiu com o disco Serenade in Blue, que vendeu 200 mil cópias.

FICOU em terceiro lugar na eleição
da Down Beat de artista do ano 2000, atrás apenas de Santana e Sting.

FAZ uma média
de 30 shows por
ano no Exterior.

 

Ithamara Koorax
Estrangeira no próprio país
A cantora brasileira de jazz lota shows
no Japão e foi eleita uma das quatro
melhores intérpretes do mundo, mas
não tem a mesma projeção no Brasil

Carla Felícia

 

No Japão, a brasileira Ithamara Koorax, de 37 anos, é considerada uma diva. Faz shows para quatro mil pessoas, público excelente para uma cantora de jazz estrangeira. Nos Estados Unidos, é contratada da tradicional Milestone, gravadora que reúne a nata do jazz mundial. Já recebeu
três indicações ao Grammy, o Oscar da música americana, e foi eleita a quarta melhor cantora do mundo pela revista Down Beat, a bíblia do jazz. Em Londres, já tem até fã-clube. O enorme sucesso no Exterior destoa, porém, da projeção que Ithamara alcança dentro de seu próprio país, mesmo depois de 13 anos de carreira. “Nunca fiz show em Belo Horizonte ou Porto Alegre, o que para mim soa ridículo”, afirma. “Também não consigo me apresentar no ATL Hall (maior casa de shows do Rio) e nunca fui convidada para
um festival de jazz no Brasil.”

Embora deixe escapar uma certa mágoa, ela assegura que está satisfeita com o espaço que conquistou aqui: “Talvez seja o máximo. Mais que isso, seria difícil”. Para Ithamara, a explicação está no fato de que o público brasileiro não se identifica muito com a música mais refinada que ela faz. “Não é popular, não é o Tchan”, alfineta. “Não canto com a bunda, assim como elas não cantam com a boca. Não é uma crítica, é uma constatação.” Já Arnaldo DeSouteiro, de 40 anos, marido e produtor da cantora, põe a culpa na mídia, que segundo ele não divulga música de qualidade. “O nível é muito baixo. A sorte é que isso não afeta a carreira internacional dela. Se afetasse, Ithamara estaria pedindo esmola na rua”, diz ele, que acompanha a mulher nos quatro meses em que ela fica por ano no Exterior.

O casal, no entanto, enxerga uma luz no fim do túnel. O convite para que a cantora participasse do Domingão do Faustão, no fim de julho, trouxe a esperança de ampliar
seu público no País. O CD Serenade in Blue (2000), que vendeu 200 mil cópias no mundo todo e tornou-se o maior sucesso de Ithamara, esgotou na Som Livre depois da apresentação. “Foi um marco na minha carreira, por ser
um programa popular. Provei para mim que é viável”, comemora ela, que em setembro coloca nas lojas brasileiras seu sétimo disco, Love Dance. No CD, já lançado na Coréia, nos EUA e na Europa, Ithamara canta – em quatro línguas – músicas de compositores brasileiros, como Tom Jobim, e estrangeiros, como Vernon Duke.

Por influência da mãe, cantora lírica, Ithamara se apaixonou pelo piano aos 5 anos. Começou a cantar profissionalmente aos 18. Depois de dois anos fazendo jingles e backing vocals, gravou sua primeira música, “Iluminada”, que virou tema de Vera Fischer na minissérie Riacho Doce (1990). Foi o suficiente para impressionar um empresário japonês, que no ano seguinte a levou para uma turnê de 15 dias no Japão, a primeira de muitas. “Numa delas, em 1996, pegamos um terremoto, um tufão e um furacão”, lembra DeSouteiro. “Quando tudo começou a tremer, achei que estava com labirintite, nunca tinha visto isso”, conta Ithamara. “Agora já estou acostumada”, completa. A língua continua sendo uma barreira: “Mas o que importa é que minha música é universal”.

Agradecimento: Sítio Lounge

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