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Reportagens

18/08/2003

   
 
Fotos: AP
Meligeni comemora após vitória sobre Rios no Pan
Medalhas históricas
Divulgação
Hugo Oyama venceu o torneio de duplas no tênis de mesa, jogando ao lado de Thiago Monteiro, na sexta-feira 8. Com o resultado, é o brasileiro que mais conquistou medalhas
de ouro na história dos Pan-americanos: oito,
no total. Na partida
final, Hugo e Thiago enfrentaram e derro-
taram os amigos brasileiros Gustavo Tsubói e Bruno Anjos
Fotos: AP
A paulista Tayanne Mantovanelli ganhou, no domingo 10, o bronze na prova da maçã da ginástica rítmica e se tornou a primeira brasileira a conquistar uma medalha na prova individual da modalidade.
Fotos: AP
Medalha de bronze em Mar del Plata (1995) e prata em Winnipeg (1999), o judoca Flávio Canto, enfim, ganhou o ouro. Ao vencer a luta final na categoria meio-médio (abaixo de 81 quilos), no domingo
10, Flávio igualou o
feito de Luiz Shinoara,
ao ganhar três medalhas em Pan-americanos.

 

Esporte
Heróis do Brasil no Pan
Nas quadras, nas pistas e na água, atletas nacionais superam marcas históricas no Pan, como Fernando Meligeni, que se despede do tênis com uma inédita medalha de ouro

Rodrigo Cardoso

 

Imagine uma final de um jogo de tênis disputada ao meio-dia no Caribe, sob um Sol de cerca de 40ºC. Agora, imagine que seu adversário já foi o número um do mundo e o venceu em todos os cinco confrontos anteriores. No domingo 10, em Santo Domingo, na República Dominicana, o tenista brasileiro Fernando Meligeni encarou as adversidades – o calor e o chileno Marcelo Ríos – e, 2 horas e 53 minutos depois, foi premiado com a medalha de ouro no Pan-americano ao vencer por 2 sets a 1, com parciais de 5/7, 7/6 e 7/6. “Essa vitória eu tirei do coração”, disse ele, exausto e cercado pela torcida brasileira que invadiu a quadra, após o último ponto.

É verdade. Após 14 anos de carreira, Fininho, apelido que Meligeni ganhou por causa do físico franzino, disputava
sua última partida oficial (em maio ele anunciara sua aposentadoria). Por conta da expectativa de uma despe-
dida de ouro, iatistas, jogadores de futebol, de handebol, tenistas e outros atletas da delegação brasileira ocuparam
a arquibancada do Complexo de Tênis do Parque del Este para dar força ao companheiro. “Na minha carreira, tive duas ou três grandes emoções e não consegui chegar ao final como agora”, explica o tenista.

O jogo ou, como definiu Meligeni, a “guerra” teve vários momentos dramáticos, já que, desgastados pelo clima quente, os jogadores oscilavam bons momentos com erros primários. No segundo set, Ríos teve duas chances para ganhar o jogo. Raçudo, Meligeni não só impediu o fim da partida como apontou para a quadra e, aos berros, desabafou: “Aqui tem! Aqui tem!”.

Falava dele mesmo, um tenista de 32 anos, argentino de nascimento que se naturalizou brasileiro depois de vir morar no País aos 4 anos, época em que o fotógrafo Oswaldo, seu pai, viu numa proposta de trabalho uma forma de escapar da repressão do regime militar na Argentina. Brasileiro na alma, Meligeni ficou marcado pela irreverência e deixa como legado uma história de garra e superação. “Se, no futuro, alguém perguntar quem foi o Meligeni, basta olhar esse jogo para ver que foi um tenista que sempre lutou até a última bola, correu, se jogou”, disse. “Tinha que acabar com a imagem de um vencedor, de um grande lutador do tênis. Foi o jogo mais dramático da minha vida.”

Salto para a história

Na quarta-feira 6, a carioca Juliana Veloso conquistou uma medalha que o País nunca havia ganho em mais de 50 anos de história do Pan-americano. Com 503,85 pontos, ela levou a prata no salto ornamental, na modalidade plataforma de 10m. Juliana só perdeu para a canadense, atual campeã mundial, e deixou para trás a americana, que foi campeã olímpica em Sydney (2000). “Eu esperava ficar em quarto ou terceiro”, disse ela, que dois dias depois ficou com o bronze na prova do trampolim de 3m, que não é sua especialidade.

Sinônimo de vitória

Divulgação

Hexacampeão mundial, medalha de ouro na Olimpíada de Atlanta (1996), o iatista Robert Scheidt se sagrou tricampeão dos Jogos Pan-americanos, no sábado 9, ao vencer todas as dez regatas em Santo Domingo. Só dois outros brasileiros conseguiram igual feito: Adhemar Ferreira da Silva e Eronilde Araújo, os dois no atletismo. “Acho que sou como o vinho: quanto mais velho, melhor. Foi um campeonato impecável”, diz ele, aos 27 anos, e com 100 títulos conquistados em 14 anos de carreira.

Pioneiro no Pan

Na terça-feira 5, ele se tornou o primeiro brasileiro a conquistar uma medalha de ouro no Pan-americano de Santo Domingo. Vencedor na prova dos 5.000m, Hudson de Souza quebrou a hegemonia mexicana, que não perdia nessa prova desde o Pan de 1979. No sábado 9, ao ganhar os 1.500m, Hudson fez história. Foi o primeiro atleta a triunfar na mesma edição nessas duas provas. “Nos 5.000m disse aos mexicanos: ‘Só vim aqui para atrapalhar vocês’. Já nos 1.500m eu vim para faturar medalha mesmo”, comenta ele.

Ritmo dourado

Orlando Barria/ Efe/ AE

Elas foram aplaudidas de pé pelo público no Pavilhão de Ginástica do Parque del Este. As atletas da ginástica rítmica desportiva (Dayane Camilo, Ana Mari Maciel, Thalita Nakadomari, Gabriela Andrioli e Fernanda Cavalieri) conquistaram o bicampeonato pan-americano, no sábado 9, e, no dia seguinte, ganharam mais dois ouros, um na prova de cinco
fitas e outro, na três arcos e duas bolas.

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