20 de dezembro de 1999
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Milton Carneiro
Morre o ator e comediante Milton Carneiro, o diretor da Escolinha do Professor Raimundo, aos 76 anos

Foto: Adir Mera/O Globo

Milton Carneiro, ator que interpretou desde textos de Bernard Shaw até montagens de teatro mambembe em seus mais de 50 anos de carreira, morreu de infarto na quarta-feira 8, aos 76 anos, no Rio de Janeiro. "Ele havia sido internado dois dias antes, com dores no peito", explica o amigo e também ator Lúcio Mauro, com quem trabalhava no humorístico Zorra Total, da Rede Globo. No programa, Carneiro fazia o papel de diretor no quadro Escolinha do Professor Raimundo. "Apesar de ser canceroso e cardíaco, ele nunca deixou que isso atrapalhasse seu trabalho e seu bom humor", conta a atriz Berta Loran. Essa energia ele herdou dos tempos em que fazia teatro popular. "Viajei com meu grupo de teatro mambembe por todo o País, nos anos 50, em lombo de burro, em caminhão, ônibus, o que conseguíssemos", lembrou certa vez. O idealismo do começo da carreira, quando ainda era estudante, evoluiu para o profissionalismo na Rede Globo, para onde foi em 1965. Na emissora, esteve em quase todos os programas humorísticos - entre eles O Planeta dos Homens e Viva o Gordo -, forjando bordões como o do personagem Waldir, que ao ser afrontado dizia: "Ah é, é?". Seu corpo foi sepultado no cemitério São João Batista, no Rio. Deixa a mulher e duas filhas.

David Raw, diretor das extintas tevês Excelsior, Tupi e Manchete, morreu devido a um infarto fulminante na sexta-feira 10, aos 76 anos. Ligado ao PTN, o mesmo partido que abriga o prefeito de São Paulo, Celso Pitta, ele havia sido indicado no começo de outubro presidente da empresa Anhembi Turismo e Eventos, autarquia da Prefeitura Municipal. Seu corpo foi sepultado no domingo 12, no Cemitério Israelita do Butantã, em São Paulo.

O escritor norte-americano Joseph Heller, autor de Ardil 22, o clássico que capturou o espírito de uma época, forjou uma expressão e gerou um filme de mesmo nome, morreu no domingo 12, devido a um infarto, em sua casa em Nova York, aos 76 anos. Sua obra-prima, lançada em 1961 e que vendeu mais de 10 milhões de cópias só nos Estados Unidos, foi baseada em suas experiências como tripulante de bombardeiro na Segunda Guerra Mundial. Os detalhes do funeral não foram divulgados pela família.

Jorge Wanderley, poeta que acabara de traduzir o clássico Inferno, de Dante Alighieri, morreu em sua casa em Recife (PE) no sábado 11, de infarto, aos 61 anos. O escritor estava em sua cidade natal para lançar seu último livro, O Agente Infiltrado, de poesias. Wanderley era também tradutor e professor de literatura brasileira, além de ter se formado em neurocirurgia, carreira que abandonou há 18 anos. Publicou uma dezena de livros de poemas e traduções de obras de Shakespeare, Jorge Luis Borges e Paul Valéry. Deixa a mulher e um casal de filhos.

 

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