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21/04/2003

   

lulas

• O cirurgião plástico deve esforçar-se ao máximo para manter a paciente bem informada sobre suas reais possibilidades

• Se há dúvida ou dificuldade, o médico deve adiar a decisão da cirurgia para que a paciente tenha tempo para pensar

Não raro pacientes pedem implantes menores do que realmente desejam, com medo da aparência artificial.
O contrário
também ocorre

Símbolo de feminilidade, os
seios têm grande importância psicológica. A cirurgia está na fronteira entre o físico e o psíquico

 

Silicone não é remédio
para baixa auto-estima
Os reais anseios das pacientes devem ser identificados pelo médico para que a colocação da prótese cumpra o papel de gerar bem-estar

Ewaldo Bolivar

 
Divulgação
Ewaldo Bolívar: simulações virtuais ajudam paciente

Nunca se deve desprezar a importância dos aspectos psicológicos de uma cirurgia plástica. Há casos nos quais eles acabam tendo o mesmo peso que a técnica e a experiência do cirurgião. Afinal, os resultados de uma bem realizada cirurgia plástica costumam ir muito além dos simples benefícios estéticos primeiramente verificados. É no aumento da segurança, do bem-estar pessoal e no alto astral, traduzidos em recuperação de auto-estima, que estão suas maiores implicações. Mas para que isso ocorra é preciso que o médico saiba identificar com precisão, e em quantas entrevistas forem necessárias, os reais anseios da paciente.

Cabe ao bom cirurgião ter mais que boa técnica e conhecimentos científicos. Ele precisa ir ao âmago da questão e identificar quais as reais expectativas da paciente, que muitas vezes pensa querer uma coisa, quando, na verdade, deseja outra. A cirurgia plástica é, sem dúvida, capaz de promover uma reviravolta na auto-estima pessoal e até de pôr um fim a traumas e rupturas do passado. Mas o seu real objetivo deve ser deixar a pessoa bem consigo mesma. Realizá-la é uma decisão de foro íntimo da paciente, que quase sempre está em busca de uma realização que situa-se numa fronteira entre o físico e o psicológico.
Quando há, contudo, um problema de baixa auto-estima
que transcende ao desejo de melhorar o físico, uma
plástica simplesmente não será suficiente para gerar o
bem-estar que se procura.

É comum a paciente experimentar um longo processo de análise e amadurecimento da idéia antes de decidir-se. É que, normalmente, a pessoa está em busca de sua verdadeira auto-imagem, pois tem uma consciência diferente daquilo que vê nas fotos e no espelho. Ao reencontrar a imagem que idealiza, a melhora em sua auto-estima é tamanha que traz implicações em todas as áreas de sua vida: profissional, afetiva, pessoal, etc.

As cirurgias para colocação de prótese nos seios são o maior exemplo. Símbolos da feminilidade, as mamas dão o poder de amamentação e são os órgãos sexuais externos da mulher, tendo, portanto, grande importância psicológica. Mas, ao se decidir pelo implante, a paciente logo vê em sua mente a imagem das estrelas da mídia com seus seios enormes, “da moda”. Não é raro, em razão disso, e pelo medo da aparência artificial, pedir um implante menor do que realmente deseja. E o contrário também acontece.

Sendo assim, da mesma forma que o cirurgião plástico deve esforçar-se ao máximo para manter a paciente bem informada acerca de suas reais possibilidades, deve também instruí-la para identificar seus reais anseios, ajudá-la a trazer para o plano da realidade o que está em seu inconsciente. Se há alguma dúvida ou dificuldade da parte da paciente – como problemas emocionais que vão além do desejo de ter um implante de silicone – , o médico deve adiar a decisão da cirurgia pelo tempo que for necessário para que a paciente tenha tempo de pensar. E, se possível, fazer o máximo de simulações no computador para que ela tenha condições de decidir-se com total segurança. Pois, sua função é, em última instância, fazê-la feliz.

Ewaldo Bolivar de Souza Pinto é cirurgião plástico, membro do Conselho Deliberativo da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica e organizou em março o IV Simpósio Internacional de Cirurgia Plástica, em São Paulo

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